Sansão, Dalila e uma fraqueza
Reza-nos
a Bíblia Sagrada a tão conhecida história de Sansão. Ele foi um homem nazireu,
filho de Manoá, nascido de mãe estéril (Juízes
13:2) e que liderou os israelitas
contra os filisteus.
Ele era da tribo
de Dã e foi o décimo terceiro juiz de Israel, sucedendo
a Abdon.
A Bíblia relata
que Sansão foi juiz do povo de Israel por vinte anos. Mas o que nos impressiona
mais nele é que era portador de uma força sobre-humana que, segundo a Bíblia,
era-lhe fornecida pelo Espírito do Senhor enquanto se mantivesse obediente ao
senhor dos Exércitos. Derrotava seus inimigos com facilidade, produzia feitos
inalcançáveis por homens comuns, rasgava leão ao meio, enfrentava um exército
inteiro. Coisa de louco! Loucura para mim e para você imaginar que tais atos
puderam ser realizados por Deus através não de um homem, mas de sua obediência
ao Deus dos exércitos. Tudo é possível ao que crer! Obediência e seus
sinônimos, no contexto social atual, parecem ser algo pouco buscado,
respeitado. Cansados de viver como escravos, cansados de viver como mulher
subjugada, de família onde havia um patriarca, até de ditadores, nós, assim
como Sansão, sempre estamos em busca de uma Dalila, de uma paixão, de um
subterfúgio. Parecem-nos tão verdadeiras determinadas idéias tais como ser
fieis nas relações humanas, não beber e dirigir, respeitar as leis de trânsito,
não fazer uso de drogas, ser do bem; assim a lista segue. Empurrados em
buracos, despenhadeiros e até para a morte, somos vencidos por idéias de que
consumir mais e mais é melhor do que ajuda ao próximo, fazer academia, não para
ter saúde, mas para mostrar o poder dos músculos, não do cérebro, mas o do
corpo que quando volta a terra nem lembrança deixa, diferentemente dos músculos
das idéias, que se eternalizam. Hoje, temos a famosa Dalila disfarçada nas
fraquezas, na falta, nas paixões. Na história de sansão, Dalila foi uma linda e
encantadora mulher, aquela usada para descobrir seu ponto fraco e lhe entregar
aos seus inimigos filisteus. A força de Sansão não estava em seu cabelo à toa.
Estava em sua cabeça. Estava em ser fiel a si a Deus. Cabelo cortado, estima
diminuída, poder cessado. Final da história? O herói em seu último ato de
arrependimento profundo, implora ao seu Deus e vence pela última vez. Mas a
ênfase de sua trajetória é marcada, mais por sua fraqueza do que pela suas
vitórias. É! Já dizia o grande poeta inglês que um dia se “descobre que se levam anos para se construir confiança e apenas
segundos para destruí-la, e que você
pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida”. Onde
está a sua Dalila? O que andamos fazendo que possa nos levar a uma grande queda
como a de Sansão? Seria o medo de tentar? De perdoar e perdoar-se? Ou talvez de
deixar de lado um vício? Prendamos as Dalilas da vida enquanto há tempo,
enquanto há vida, esperança. Enquanto há quem tenha coragem de denunciar seu
poder aprisionador sobre os humanos, sobre os humanos fracos e até sobre
aqueles que, como Sansão, tinham uma ajuda do sobrenatural. Voltemos à busca da
obediência aos princípios da ordem, do amor, daquilo que possa prolongar nosso
viver e o convívio saudável, do viver próspero. Tiremos o foco da fraqueza que
definida como falta de força, de solidez, de resistência: fraqueza de
constituição.
Falta de firmeza, de capacidade espiritual, moral ou intelectual: fraqueza de
caráter, de espírito.
Pusilanimidade. Fragilidades, falhas, defeitos: perdoar as fraquezas humanas. Lembremos
e nos apeguemos à programação Neurolingüística, incorporemos e manifestemo-nos um
conceito que também começa pela letra F, FORÇA que na Física é aquilo que pode
alterar (num mesmo referencial assumido inercial) o estado de repouso ou de
movimento de um corpo, ou deformá-lo, modificá-lo. Grande capacidade moral,
capacidade física. Assim quem sabe, o título do próximo texto, do próximo milênio, do próximo autor seja: “Sansão e Dalila. Vitória desse sobre esta!”

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