Deusa interior
Entre o corpo, a alma e o espírito se localiza a Deusa interior de cada
um.
Despida de cor, de dor e sabor.
Bailarina sem confete. Dança a seu próprio som, a seu próprio ritmo.
Não precisa de aplausos.
Fala o que quer, faz o que deseja. Tudo é dela. Tudo se traduz por meio
dela.
Seu alimento é tudo que for reprimido
Quanto mais se reprime, mas ela se requebra e quebra.
Ela é como uma chama de fogo, como uma gota d’água, um grão de arreia.
Uma partícula de ar. Um mapa de uma cidade, de uma pessoa.
Tudo gira em torno dela.
A Deusa interior já nasce com a gente.
Não tem pra onde correr.
Às vezes é inculta, às vezes é bela.
Revela-se durante a noite sombria. Em sono profundo aparece.
Ora disfarçada de sonho, ora de pesadelo.
Anda no fundo do poço como criança a brincar.
Vem e volta como onda. Leva o que na praia se joga e devolve sem
questionar.
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