Na verdade nunca tive crise de identidade. O que tive foi fragmentos de identidade juntando-se a novas partes, buscando ser nunca o todo. Partes de partes como um mural de fotografias...
E se um olhar revela, a voz confirma se é luz de luz ou luz de vela. Corpo sem alma é como coração sem calma. Só o equilíbrio conduz à verdadeira áurea.
Fico pensando nos milhares de anos em que as guerras locais, nacionais e internacionais e mundiais têm sido por palavras e ninguém se importa. Moral: a guerra física é o resultado da de palavras. Palavra não é apenas estado ou fenômeno, mas acima de tudo, Ação.
E se um abismo puxa outro abismo, pontes ligam a outras pontes. Não sei o que mais me facina: pontes ou abismos? Assim, sejamos pontes e abismos em cada devido tempo-momento.
À luz, chega à calmaria do dia Lembrar é ter uma alma vadia E sempre ficar com o melhor Ir e vir não são antíteses Recordar é viver e saber que Basta uma música e um som Alegram o corpo e a alma Gostar foi o início de amar
E palavras só é PALAVRA dentro de um contexto. Fora isso, palavra não passa de um simples emaranhado de sílabas sem sentido. Sejamos palavras, sentidos e contextos.
E sempre que sentimos a vontade de morrer, é a alma dizendo ao corpo que um ciclo em nós se fechou e que estamos à beira de um novo porto... de um novo cais. Oportunidade de seguir novas rotas ... deixar um passado para trás.
E sinto que a minha partida se aproxima.... por baixo ou por cima do clima da vida, o importante é ser redundante em dizer: o melhor que tive foram a família, os amigos e os momentos alma a dentro. Sinto que a felicidade estende-se estendida de mim para o ali-alma-calma-serena como as cenas do invisível que não cabe em mim...