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Mostrando postagens de julho, 2013

Explosão de prazer

Linda e bela como a lua ela chega sem pedir licença; A porta se abre diante dela e recua, abre sozinha; Todos a observam com ardor no olhar; Homens a querem possuir, mulheres a querem fora dali. Feita de gametas de poeira estelar e luz do sol; É metade humana e metade deusa; Tem poderes sobrenaturais, curvas de prazer; De seu corpo emana tudo que quero: loucura e tesão. Sua boca me causa arrepios, sua mordida gemidos de prazer; Sua pele exala cheiro de sexo e me desperta gametas enfurecidos; O gosto de seu sexo é tão sublime que conduz ao vício pleno; A forma como seu corpo se projeta sobre o meu é única; Tenho fome de você, a minha boca chama a tua; Faça de mim a sua loucura predileta, dê-me toda a tua vontade; Porque faço das minhas as tuas; Quero o teu gosto, a tua saliva, o teu gozo, a tua explosão de prazer.

Ideias traduzidas em palavras

A noite do poeta já não é mais uma criança; É algo que deixou de engatinhar há muito; Cresceu e tem pernas próprias; O fogo também não mais arde sem se vê; A ferida já se tornou algo que dói; Não tem vida própria; Mas é como adolescente nua, não tem controle, consome e dorme! Hoje já não se perde mais face em espelhos; Se troca de rosto como se troca de roupa; Beijos nunca foram contratos, mas podem ser comprados; Enviados pelo correio em uma caixinha do SEDEX. Todos têm jardins. Melhor do que ficar à espera de rosas alheias; Pode-se ficar exposto ao sol por muito tempo desde que se use protetor solar; Exagerados, jogados aos pés de uma ideologia pra se viver; Só se vai até onde se sabe. Slides projetando ideias traduzidas em palavras!

A noite

A noite é como um cardápio de bar; Você se senta à mesa e grita: “traga-me o cardápio”! Ao abrir dá de cara com uma porção de opções; Tem ruas, vielas, becos e praças. Tem raças, gente do bem, bares, botequins, repúblicas; Tem homem, mulher, putão e piriguetes; Tem sorte, tem medo, coragem, diversão; De tudo tem e se tem um pouco; Pode escolher! Diversão e arte; Escura e fria, mas iluminada pelo brilho de cada um; Ao lado de cada opção, um preço; Nunca se sabe ao certo o gosto de cada prato; Noite cara é uma noite não aproveitada, aprovada; A noite é um segredo por detrás das sombras; Ela é como um instrumento de cordas; voz e violão; Não se pode viver sem ela, sem o cardápio da noite!

Roupa no varal

Melhor do que pendurar roupas no varal é pendurar a alma ao sol; É ver que como ti não há outro(a) igual; Formado de céu, de fel, de luar; De estrela que desce, de dia que amanhece. Pendurar a face no espelho da rua; Correr despido como a lua em dia de cheia; Vê que a vida está cheia de gavetas com coisas velhas e feias; Melhor do que ser é estar. Melhor do que ter é viver a qualidade do pensar; Não do pensar normal, mas do pensar que transcende o mal; Que transcende o que está por detrás do outro; Se todos mentem, tente mentir pra vida e ela te dará a resposta. Melhor do que pendurar roupa no varal é pendurar o pensamento; É sentir por fora o que vem de dentro; É dá vida a cada vão momento; Abrir a boca construída com cimento e gritar: “deixem a minha roupa no varal”.

Pense nisso!

Prefiro morrer a ter que ser forçado a nada; Mil vezes beber cicuta a ter que negar a verdade; Ir para cruz a ter que afastar o cálice.

(...)

A multidão de vazio se enche de tanta gente; Gente sem mente. Mente quem tente!

Refluxo de injustiça cala a própria boca

Sempre quis ser como o outro. Mas o outro corria, se escondia! Faz barulho, se rebela como vela derretendo. A eterna batalha entre a vela e a chuva que seca! Terra que come semente. Palavras que comem gente. Vomitar palavras é melhor do que estomago cheio de melancolia! Criemos remédio para hipocrisia! Tem remédio que não se toma. Enfia-se entendimento a baixo! Cuidado! Refluxo de injustiça cala a própria boca louca.   

Em Negrito!

Juro por Deus que eu queria cantar o Amor. Não deu certo! Sempre quis ser certinho. Minha flexibilidade é inata. Mata! Como pedra lisa de limo, assim fui me escorregando pelo diferente. Ardente! Tive minhas ideias arrancadas. Furtadas de mim. Não queria ser assim! O que eu tenho do outro em mim vai além de falas. Salas escuras de nada! Se o nada já é alguma coisa, o outro o que é? O outro pode ser objeto! O outro sou Eu ou você se encontrando em esquinas retas. Métricas! A regra valeria muito se não fosse o prazer. Prazer rima com FAZER! Ir em frente sem nada em mente, sem correntes. Bocas cheias de gente! De discursos cheios de nada, sem ação, sem emoção! Turbilhão de teorias! Nós na garganta. Bomba atômica louco para ser como Hiroshima. Meninas! Segredos de família presos e isolados como ilhas. Se falar, apanha!

A vida exige que se seja forte.

Querer morrer é o mesmo que querer criar a vida. Estar vivo é um fato e não uma escolha. A vida exige que se seja forte. Só sabemos quem somos ou quem queremos ser em meio a situações. Morrer é tentar fugir das situações. Morrer é encontrar outras situações lá do outro lado. Não fomos feitos para morrer. Por isso, nunca se acostuma com a morte! Não se torne quem você não quer ser.

Antíteses e Paradoxos

Hoje que a noite tá clara e o dia escuro É momento de celebrarmos as antíteses e paradoxos Vejo-me em seu olhar plural dentro de minha singular vontade de sobrevivência Limitado por uma molécula de oxigênio que me penetra até onde meus pensamentos nunca ousaram ir.
Hoje que a noite tá clara e o dia escuro É momento de celebrarmos as antíteses e paradoxos Vejo-me em seu olhar plural dentro de minha singular vontade de sobrevivência Limitado por uma molécula de oxigênio que me penetra até onde meus pensamentos nunca ousaram ir.

Ana Steele

Ela é como uma flor desabrochando ao amanhecer! Acorda cedo Aparência de mulher, sorriso de menina. Batom cor de rosa Fala como uma harpa em canto lírico. Fala com jeitinho meigo Anda como o vento, pisa como algodão. Sapatilha cor de rosa! Tem carinho por animais e gente. Quer fazer Medicina Ela é como a Física Quântica. Cheia de possibilidades Ela usa coisas brilhantes nos dentes, despertando em nós o desejo de descobrir se são estrelas do céu ou uma nova fase da lua.

Tudo e nada!

O meu corpo é vazio de mundos. Às vezes é visitado por todo tipo de sentimentos e de pessoas É cheio de nada e vazio de tudo.

Caverna de Platão e suas sombras!

Ah, meu saudoso Platão. Que saudade da tua caverna! Hoje sinto vontade de congratular teus personagens que insistiam em me manter nas sobras claras da ignorância forte das correntes. Queria sair correndo, pelas fibras óticas do tempo, para me manter bem lá no fundo frio, bem escondido e calado, cercado por sombras! Quem vive na simplicidade do pensar não sofre. Quem anda descalço quer ter o pé cortado e dor esparramada. Prolongada. Quem questiona demais mata-se vagarosamente. Instigar o pensamento também tem efeito colateral.

Pensar como homem

Pensar como homem é a coisa mais fácil que já se inventou! É como subir uma escada, fechar uma gaveta, ligar um carro. Coisa simples de se fazer! Bater um baba, passar a bola, coçar o saco! É como pegar um trem e viajar sobre trilhos marcados. Ter cérebro matematicamente milimétrico. Controle na mão, não o da sua vida! Apenas o da TV. Pensar como homem é fazer das mentiras algo que ainda não aconteceu. Gota que cai, roupa que seca, esquinas que se dobram em linha reta! É mapa traçado que leva a lugar nenhum. É um oceano adormecido em forma de rio. Viagra no bolso. Medo de falhar, de chorar, de ama.r Pensar como homem é querer buscar a imortalidade. É buscar juntar toda fraqueza, bem rápido; para ver se se faz uma lágrima. É buscar deter o relógio. Lutar contar os ponteiros infames da alma. É ter medo de dizer “te amo, me ajude, me perdoe, obrigado”!

Relógio

O homem é o relógio do tempo. Um tem dois braços fortes e viris, o outro tem três leves e mansos. O homem criou o relógio apenas para tentar controlar o tempo. O tempo hábil e superior, dominou o homem! 

Matemática do inferno

Cuidado, irmão! Você vai para o inferno! Mas todos já não tem um pezinho lá? Sim! Uns mais que outros, diga-se de passagem! Na matemática do inferno não tem mais ou menos. Ou tá ou não!

Fio desconectado

Ando sem alma, sem calma. Sem eira nem beira. Assentimental,  sem sal, sem sabor. Ando sem cama, sem chão, colchão; sem noção! Não sinto frio nem calor, nem riso, nem dor. Cão que sou. Placa de rede. Fios desconectados. Sou restos de humanidade ligado ao sistema WiFi do pensar. Ando sangrando, juntando resto de tudo. De palavras soltas a neologismos pacóvios!

O que sinto não tem nome

Esconder-se atrás de monstros da própria criação Um louco, insano, disfarçado de moço. Sociedade de máscaras. Labirintos. O que sinto não tem nome. A dúvida me revela certezas. Eu coisa, Eu outro, Eu eu. Sorrisos esquecidos na gaveta da sala. Amores antigos pendurados no varal. Corredores cheios de silêncios e vazios de tantas almas a vagar. Um vai e vem frenético de pensamentos wireless conectados a outros pensar O que sinto não tem nome, mas tem vida. Tudo deve ter nome O que sinto vai além do nome. Vai além do poder descritivo das palavras. Não é LIBERDADE. Não é PRISÃO. Talvez; SOLIDÃO PROFANA! O ser no próprio ser se faz ora coisa, ora outro! O que sinto não é pra ser lexical. É apenas para ser SENTIDO. Sinta!

Invenções

As invenções são como sementes do futuro. Conversando com Mário Quintana, Descubro que uma frase de seu pensar ESCRITA HÁ TANTO brota em mim o que teria que ser, a semente. CONECTAM, TRANSMITEM, IMPRIMEM, ILUMINAM, VOAM Estão em todo lugar. Estão em cada um; a um passo de despertar. Inventar é chegar aonde só os pensamentos ousaram ir.

Palco da vida

Sair de cena, sair do palco, fechar as cortinas, apagar as luzes! Cavar a própria cova, fazer velórios para os mortos de espírito. Apagar as luzes da alma. Acender os olhos para dentro de si. Deixar o sol cessar a frieza da mente, do submundo vão e vagabundo. Aplaudir a quem não merece. Estender tapete vermelho para a hipocrisia do mundo Chamar amigos de parente! Declarar guerra à pureza primária. Juntar toda boa intenção e joga-la embaixo do tapete da língua suja e cruel. Cair de costas do lado de fora do mundo e ser sublimemente sábio. Palco da vida é ter o nome lembrado por se ter a coragem de apagar as luzes e descer a escada, colher os aplausos e reciclar as críticas.

Captar

Médium, escritor, poeta, profeta. Um capta, outro materializa, um sente e o outro prevê. Um é tomado, sentido, procurado. O outro é forçado, trabalhado, premeditado. Esse, às vezes sente, outras finge. Já aquele recebe do céu alto ou interior.

Sentir

Ando sem alma, sem calma. Sem eira nem beira. Assentimental,  sem sal, sem sabor. Ando sem cama, sem chão, colchão; sem noção! Não sinto frio nem calor, nem riso, nem dor. Cão que sou. Placa de rede. Fios desconectados. Sou restos de humanidade ligado ao sistema WiFi do pensar. Ando sangrando, juntando resto de tudo. De palavras soltas a neologismos pacóvios!

Pensar como mulher

Quando estava sentado na sala, um pensamento me tomou de tal forma que eu sai correndo. Entrei no quarto. Apanhei o primeiro pedaço de papel que vi pela frente. Escrevi: Quando eu voltar a esta vida, Quero ser como mulher, pensar como mulher, falar como mulher. Quero ter a grandeza de sentir. Quero ter a humildade para chorar, para ser mais sentimental, o gênero perpetuar. Quero ser materializado pela Sabedoria. Quero me materializar como Mulher.

DOMINADOR POR JUSTAPOSIÇÃO Por Andressa Santos - Amiga Poetisa

Lá está ele circulando ,olhando em volta profundamente, ele, o sem sentimentos.   Eu o vejo sentado, impassível, autoritário, responsável.   Como alguém passivo de sentimentos pode olhar nos olhos tão profundamente e demonstrar tanta coisa boa, valiosa; reflete em mim e eu o devolvo, sem pretensões.   Poderia este, ser dissimulado a tal modo?   É uma condução involuntária, ele detém o poder de te conduzir aonde bem entender.   Quando olhamos um quadro, ficamos a imaginar a que aquela imagem nos remete. Ele é um tipo de quadro vivo, impactante e apreciável, mas, ao mesmo tempo assustador e sombrio.   Quadros possuem histórias, ele também!   A propósito, o titulo não poderia ser diferente, a sua composição é sem sombra de dúvida JUSTAPOSTA. O domina( dor) nada mais é do que um fraco, feito forte pelo uso de um sufixo assegurado pelas regras da língua portuguesa, que considera justa a posição, pois não altera nenhuma das palavras.   ...

Deusa interior

Entre o corpo, a alma e o espírito se localiza a Deusa interior de cada um. Despida de cor, de dor e sabor. Bailarina sem confete. Dança a seu próprio som, a seu próprio ritmo. Não precisa de aplausos. Fala o que quer, faz o que deseja. Tudo é dela. Tudo se traduz por meio dela. Seu alimento é tudo que for reprimido Quanto mais se reprime, mas ela se requebra e quebra. Ela é como uma chama de fogo, como uma gota d’água, um grão de arreia. Uma partícula de ar. Um mapa de uma cidade, de uma pessoa. Tudo gira em torno dela. A Deusa interior já nasce com a gente. Não tem pra onde correr. Às vezes é inculta, às vezes é bela. Revela-se durante a noite sombria. Em sono profundo aparece. Ora disfarçada de sonho, ora de pesadelo. Anda no fundo do poço como criança a brincar. Vem e volta como onda. Leva o que na praia se joga e devolve sem questionar. 

Sansão, Dalila e uma fraqueza

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Reza-nos a Bíblia Sagrada a tão conhecida história de Sansão. Ele foi um homem  nazireu , filho de  Manoá , nascido de mãe estéril (Juízes 13:2) e que liderou os  israelitas contra os  filisteus . Ele era da  tribo de Dã  e foi o décimo terceiro juiz de Israel, sucedendo a  Abdon . A  Bíblia  relata que Sansão foi juiz do povo de Israel por vinte anos. Mas o que nos impressiona mais nele é que era portador de uma força sobre-humana que, segundo a Bíblia, era-lhe fornecida pelo Espírito do Senhor enquanto se mantivesse obediente ao senhor dos Exércitos. Derrotava seus inimigos com facilidade, produzia feitos inalcançáveis por homens comuns, rasgava leão ao meio, enfrentava um exército inteiro. Coisa de louco! Loucura para mim e para você imaginar que tais atos puderam ser realizados por Deus através não de um homem, mas de sua obediência ao Deus dos exércitos. Tudo é possível ao que cre...

A verdade NÃO dói

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Antes de buscarmos uma resposta à pergunta que intitula este pequeno texto, relembremos o conceito de verdade, afinal, antes de você concluir que sim ou que não, leiamos algumas “verdades”. Como você definiria a Verdade? Pare e pense antes de continuar a leitura! A verdade para mim? Hum, vejamos. Platão buscava a verdade essencial das coisas. Platão não poderia buscar a essência do conhecimento nas coisas, pois estas são corruptíveis, ou seja, variam, mudam, surgem e se vão. Como o filósofo busca a verdade plena, deve buscá-la em algo estável, nas verdadeiras causas, pois logicamente a verdade não pode variar e, se há uma verdade essencial para os homens, esta verdade deve valer para todas as pessoas. Logo, a verdade deve ser buscada em algo superior. Talvez para você, a verdade seja dizer as coisas certas, corretas; coisas que não trazem sofrimento a alguém. Bem, mas se temos que chegar a uma possível resposta, pelo menos ...

Quadro em exposição

Eu sou parte daquilo que me julgam ser. Sou uma amostra de artista, esperando ser chamado para o próximo número... Eu sou um quadro em exposição, na praça, sem graça, sem raça sem preço (...)

Lutas e troféus

Às vezes, é melhor dar um passo atrás do que ir adiante Recuar não é só sinônimo de fraqueza, mas também de sabedoria O tempo se vai, as metas são batidas e novos obstáculos surgem Os troféus ficam empoeirados e sem sentido A vida é movida por desafios, e, não por troféus

Onde estaria eu se não tivesse com você?

Onde estaria eu se não estivesse com você? Certamente a te procurar em outros corpos e outras bocas Estaria catando corpos mortos e sem vida Estaria me iludindo em risos dissimulados e sem graça A beber bebidas sem álcool e sem sabor Estaria pintando quadros negros da cor de lágrimas de tristeza Se eu não estivesse com você, eu estaria vendo a lua cheia pela metade As estrelas sem brilho, o fogo sem chama,  músicas sem som Em ruas sem saídas, em barcos sem cais, cão sem dono Sozinho em meio à multidão, lutando com moinhos de vento Sem estar com você eu estaria só Seria eu como um céu vazio e sem ranhuras Seria um anjo sem asas, um deus impotente e ranzinzo Um livro em branco, caneta sem tinta, um celular sem sinal Um mar de águas turbulentas, turvas e sem sal Onde estaria eu se não estivesse com você? Não estaria! Verão sem chuva Inverno sem frio Outono sem sabor Primavera sem flores

Não precisa me dizer

Quantos segredos traz o teu coração? Eu já sei. Não precisa me dizer. Você deve ser uma espécie de mistério a ser desvendado Mapa sem rota. Instrumento sem manual Não precisa me dizer. Eu quero descobrir! Não quero pegar atalhos, se eles fossem bons, eles seriam caminhos Não se admire se um dia eu te conhecer tanto a ponto de você se perder em mim. Não. Aí não seria mais você. Que graça teria? Eu já disse: Não precisa me dizer! Você deve ser uma ponte incompleta em busca de partes para ser total Quem passará por você? Aquele que possuir a capacidade de abstrair o amor? Aquele que atender a cada desejo teu sem que você diga quais são? Um dia quero descobrir teu verdadeiro nome. Já estaria de bom tamanho. Não precisa me dizer. Sei que você é uma pedra rara, difícil de encontrar Quer saber? Fique como está. Quero você assim mesmo. Sem tirar, colocar ou descobrir. Seja meu mar infinito, minha floresta virgem, minha galáxia encoberta. Não precisa me dize...

A vida sob meu olhar

Às vezes, na vida, para uns ganharem outros precisam perder Para nascer, outros morrem Para subir, outro descem Para construir, outros precisam destruir Em cada homem um cemitério iminente Em cada maternidade um homem aguarda para surgir Em cada show um para se apresentar, outros para assistir Alguns a postos para lutar, outros para fugir Alguns aplaudem, outros criticam Cada um oferece o que de melhor tem Em cada homem um rei, em cada reino seu homem Em cada chegar uma saída, em cada saída uma volta ao mundo A vida sob meu olhar é variável, sob a do outro, questionável A vida sob meu olhar não é como ela é, mas como deveria ser Meu olhar sobre a vida é como o de poeta barroco: antíteses, hipérboles e paradoxos Se na vida um ganha com a morte do outro, então, o que se ganha com a morte?