O que Daniel Alves e Gisele Bündchen têm em comum? Bananas e Saltos!




                                                                                                                               

 Vai uma banana aí? Ou você prefere uma sandália com salto alto quebrado? Como poeta e escritor das horas vagas, não poderia deixar de escrever aqui a minha visão sobre o que todos estão falando no momento. Estas duas perguntas remetem a duas cenas do mundo dos famosos e reconhecidos profissionais. Um pertence ao mundo do futebol. O outro é a nossa Gisele Bündchen do mundo da moda. Daniel Alves, brasileiro, jogador do Barcelona, um dos melhores times da atualidade, comeu uma banana que foi atirada como ato de preconceito ao jogador perto do campo durante a vitória do Barcelona contra o Villarreal, pelo Campeonato Espanhol 2014. A FIFA condenou os atos racistas contra o brasileiro e reconheceu que a luta contra o racismo não acabou. O lateral respondeu com ousadia; descascou a fruta, comeu e cruzou para o gol. Sua atitude diante do ato racista foi elogiada pela imprensa européia, por personalidades, e até pelo colega Neymar que festejou junto com o filho pela Web dizendo que “somos todos macacos” entre muitos de nós. Não faz muito tempo, uma das maiores modelos da história, a brasileira Gisele Bündchen, em um de seus desfiles, ao caminhar pela passarela teve o seu salto quebrado. O que ela fez? Retirou a sandália quebrada. Seguiu em frente rodando tal sandália no dedo e continuou como se nada tivesse acontecido. Fez da situação um diferencial. O que Daniel Alves e Gisele Bündchen têm em comum, além da banana, do salto quebrado e origens sociais, é o fato de que eles não deixaram com que o externo, com que o outro decidisse a atitude deles diante dos fatos da vida. Quando nossas ações podem ser planejadas, existe um tempo para certa articulação entre pensar e agir, mas ainda sim é possível “perdemos” o controle das situações. O que você faria se tais situações fossem com você? Daria dedo, arremessaria a banana de volta, falaria um palavrão para quem a atirou? Choraria diante da platéia, abandonaria o desfile, culparia a Deus e ao mundo? Nunca saberemos! O fato aqui é que primeiro devemos reconhecer tais ações e ser gratos pelo fato de serem celebridades e usarem o poder que têm para chamar a atenção do mundo para questões tão absurdas e tão instintivas com a questão do PRECONCEITO. Segundo, podemos mergulhar em uma profunda reflexão sobre nossas ações diárias em todas as esferas de convívio SOCIAL. Terceiro, lembrar que os problemas do mundo são os mesmos desde que o mundo é mundo e que mudam-se contextos e nomenclaturas apenas. Mas a forma de reagir diante de cada situação é o que nos torna destaques diante daqueles que nos observam e que, muitas vezes, nem sabemos quem são e que temos tamanha influencia SOBRE eles. Já diz o ditado: “a palavra convence, mas só o exemplo arrasta”. Parabéns a Daniel e a Gisele! Que possamos aprender um pouco mais sobre bananas e saltos. E mais, que possamos ter sabedoria para ir além das palavras. Que possamos materializar a sabedoria que há em nós através de gestos. Ser sábio não tem nada a ver com nossas origens e classes sociais, mas nossos meios e fins sim! O conhecimento acadêmico nos dá uma base teórica, mas só a escola da vida nos ensina a ser práticos. Práticos como fomos criados pra ser. Quem disse que jogador de futebol não pode ser sábio? E quem há de dizer que modelo só pode nos ensinar sobre moda, sobre o exterior? Comamos nossas bananas sem descer do salto. Pense nisso!



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