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Mostrando postagens de fevereiro, 2015

FELIZ ANIVERSÁRIO

E lá estávamos. Eu e um conhecido quase estranho. De uma cena para outra, encontro algumas pessoas em uma casa de esquina. Uma casa simples se não fosse pelo fato de avistar uma face já há tempos conhecida. Homens. Só havia homens ali. Mas um em especial observava um mulher que na casa ao lado molhava a porta, o terreiro. Ela estava a preparar o chão para ser varrido, limpo. Ela lançava água numa tentativa de acalmar a poeira antes de receber vassouradas, tornando a tarefa mais suave e menos prejudicial a todos na ciranda daqueles entornos. Aproximo-me da janela daquela casa e digo. "nada me deixa mais excitado do que ver uma mulher jogando água no chão para matar a poeira com um frasco de perfume. Isso é um ato de fazer amor com o chão, a poeira e o vassoura ao mesmo tempo. Um ato sexual. Ancestral, tudo bem. Tão prazeroso quanto unir órgãos e falos". E de repente, todos os homens dentro daquela casa começam a querer correr, porém grito em alta e clara voz: "Thiago! Sim...

Sou Uma Ponte Incompleta

De onde vem tanta inspiração para escrever tantos textos, poemas e poesias tão bem? Ah, minha cara! Diante de tal pergunta, escrita e feita de forma tão instigantemente curiosa, a sombra de minha alma poética logo começa a dar passos variados de toda sorte de danças e logo se agita como menina-criança diante da possibilidade de brincar do que se gosta para te dar uma resposta sobre o que move poetas a escrever e a encontrar felicidade diante do simples fato de se poder brincar juntando palavras e ajudar a si mesmo e a outras pessoas a pensar deliciosamente sobre coisas, fatos e sobre pessoas, mas como um truque de mágica revelado, se eu te falasse; perderíamos o encanto e, talvez, nos encheríamos de pranto em face da perda de encanto. Que graça teria? (risos)  Pelo bem da arte de tudo poetizar, resta-me apenas fazer uma simples revelação. Que se você se deliciou com um verso, encontrou abrigo em um texto, se encantou com a poesia de algo e fez amor com a leitura, parabéns você faz...

Quebra de Protocolo IV – Um Sonho, Um Quarto e Um Pedido

Ao despertar, percebi que estava em uma sala totalmente branca. Havia uma jovem mulher sentada de costas para a única entrada que havia ali naquela sala. Em frente a ela também havia uma poltrona vazia, mas ao mesmo tempo que era majestosa, também era digna de um rei ou pronta para ser ocupada por alguém prestes a ser entrevistado psicanaliticamente ou apenas ser ouvido, desabafar alguma coisa. Os cabelos daquela menina-mulher eram negros e longos. Eram tão perfeitamente delineados que dava aparência de terem sido arrumados e penteados em uma espécie de programa de computação ou ter recebido toque final do próprio criador da beleza suprema. Pude perceber que seu braço estava jogado em um dos lados da poltrona, deixando seu pulso totalmente à mostra em sinal de estar completamente relaxada e à vontade. Parecia-me que ela já estava à minha espera e já havia reservado seu horário há tempo e nem havia me convidado ou me avisado. Ela não me deixou escolhas para recusar a ...

Sou fragmentos de tempo

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Nada quero afirmar ou  nada quero negar Para mim só o que importa é o aqui e o agora. Não quero partir das partes nem do todo para entender o que sou Do que adianta compreender se muito pouco posso fazer para mudar? Enquanto sou vida, sou dia, sou novas formas de me perceber Onde escondi o mapa sobre mim mesmo que me ensina a ser? Enquanto instinto sou comandos operantes e errantes Quando consciência, deixo de ser indivíduo para ser potência sem igual Posso até ser o resumo do conflito humano nunha caixinha embrulhada com um pano Disfarçada em formas de prazer distribuídas e entregues pelo Correio ao que creio Numa tentativa frenética da vida para tentar fazer da perpetuação um ser profano Profano ao tirar o branco pano e ver que fazer sem limites é penas um engano Buscar a perfeição deixando legado feito apenas com a mão é o prieiro passo à perdição e ao esquecimeto O bom é se perpetuar tocando o corpo, a alma e o coração de seres tão desconhecida...

Phílippos

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Da mais alta rebeldia, nasce o que se denomina dia Já foi noites, escuros, prisões, alma vadia e fria Já brincou de ser parede, escada e correntes vazias Brincou de ser dominado, mas só de um lado O lado rebelado deixou guardado no coração bobo e esquadrinhado Pensou em ser métrica, mas acabou virando verso e palavra incerta Viver um sonho sem reticências é pouco demais para uma alma impressa Não é obra de um erro, pois já esteve preso em tantos espelhos A culpa não é de quem lhe concebeu ou lhe trouxe à vida Tem um coração grande crente e ateu Uma vontade palestina e uma razão de judeu Impulsos e visões de ancestrais e pais e sinais ainda a ser criados Tão dono de si mesmo, mas tão cativo a impulsos e a desejos Tão detalhista, tão feroz e pacifista que encanta a quem tem vista Marcado por manchas e listras se esconde e se camufla por ser mista Pai de Alexandre o grande e nome de tantos reis bélicos  Fruto de uma Nova Esperança sem medo de se...