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Mostrando postagens de agosto, 2014

Estrela de Davi

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Se me atacar, só pegarás uma parte de mim Tomarás somente até onde te deixei ir. Podes até perturbar meus pensamentos e sono Só não adentrará o meu coração que ainda sou dono Pensas que me atinge falando mal de mim? Então, deixe-me me apresentar Meu nome é Rebeldia Não durmo à noite e vago durante o dia Se tu tens a justiça dos homens a teu favor Eu tenho a minha presa comigo, cravada no meu corpo e alma Desenhada em um quadro azul que recebi da Deusa Interior A estrela de Davi que luta por mim e me protege de ti Leva o que é mortal e corruptível Leve tuas vestes Lava-me dos teus perigos e mundo invisível  Leve tua parte que jazes aqui.... (em mim).

Corpo Emprestado

Empresta-me a mim o teu corpo. Só um pouco! Quero fazer dele linhas de poesias como um louco Sentirás cravados em ti versos vivos e soltos Caso me empreste, não se importe de tirar toda sorte de peste nele rabiscado Permita-me a mim deixar isso tudo de lado e desenhar novos significados Depois de experimentar o meu traçado, terás outas formas e lados Como um jogo de dado sempre estarei nesse jogo enganado Não sei em quantos corpos eu já habitei Empresta- me a mim que já apaguei teu passado Corpo emprestado como ato ousado de viver Libere o poder de ser nele armazenado Para que serve Corpo Lacrado e Corpo Fechado? Imprime teus pensamentos em maços de pado Não quero nada dado... só emprestado Não preso nem acorrentado.  

Espadas e Agulhas

Vá embora da minha frente Não quero mais você, aqui, perturbando a minha mente Já não basta o dia inteiro para me torturar? Cravar em mim espadas com agulhas e dentes de serpente? Tenha piedade de mim e de ti, oh noite sem pulha e sem trovão Agulhas e afarpas são melhores do que tapas de algodão Não precisa vir aqui me ver largado, ensanguentado, jogado nesse chão Sem perdão, sem coração, sem um sim, mas com um não sem visão Quanto custa o teu perdão? Se, por acaso, dinheiro puder comprar, me tire desse chão sem noção Chão que atormenta a alma que clama por imposição de mão Apenas um gesto simples e forte como a morte aliviaria essa mente sem direção Linda como sempre e dura como uma serpente Deixa cair a tua semente para que em mim possa nascer o que se sente De repente, talvez, sentiremos  brotar um quebrar de correntes Vá embora da minha mente, somente, se me deres o perdão verdadeiro que deveras sente!

DECRETO TEU

Saudades de você! Por falta, ontem te vi. Parado no sinal, nem se deu conta de que estava tão perto de mim Teu olhar distante parecia refletir mares já dantes navegados. Caminhos afastados por corpos quebrados de gente de todo o lado Mente arrebatada e tomada com tanta violência Saudade da música, da mensagem de bom dia, da vivência  de consciência macia Da flor dada e amassada em um livro e presa no vidro da alma. Saudades dos esconderijos e do deslisar de cada momento tempo Não se sabe ao certo quem  ou o que criou a saudade Acredita-se que a saudade é que cria o que ou quem além do além Da mesma forma que chegou, saiu. Da mesma forma que se levantou e gritou Calou e chorou SAUDADE, Ei! Apreveita que tá tão perto e decerto leva contigo teu decreto.

SEGREDOS DE POETA

Cada ser guarda em si um lado que secreta e desperta Uns se encontram no que é escrito por artistas, outros por retas Outros refletem com calma e conduzem almas inquietas e incertas Mas só o poeta tem um segredo de meta. Sabe onde o poder de cada palavra se esconde O poeta junta cada pensamento em linhas de tempo que penetra Percorre pensamentos como setas de petra Uma inspiração que para outem é contramão sem chão Se segredos são para ser mantidos, melhor do que repartidos é vividos e disfarçados Poetas são artistas no ato de materializar dores em coisas com outros sabores, cheiros e gostos Segredos e inspirações moram na mesma casa poética do sentir sem rosto Rosto de mim e de ti fundidos em métricas estruturais dos amados e amantes Após se lê um poema, não há de se ter pena pois tudo já não é como antes Pesamentos acalentados e todas as portas da alma abertas, mas ainda secretas Que fiquem de lado todas as normas e metas Seja em linha métrica ou...

Corpos entalhados à mão presos em imagem de espelho

Corpo entalhado e desenhado à mão Corpo que tem luz, alma e coração Corpo que fala sem palavras e sem noção Corpo sem nada e cheio de tudo Corpo que age como  imã Atrai como periélio e repele como afélio Eleva a quem se aproxima melhor Retrato despedaçado em linhas amarrotadas Imagem presa em um espelho Corpos pendurados em molduras de retelho Pernas entrelaçadas levando tudo ao coração Quadro pintado, rasgado e gravado emoção O que dói mais? Olhar e lembrar ou talhos no espelho? Não há o que fazer. Nossos corpos se entalham à mão Vá! Pinte outros quadros em outros espelhos Mas não apague aquele de tintas primeiro.

Olhar de menina

Olhar de menina que tanto fascina; Revela mais do que se mostra; Esconde muito de quem se gosta; Olhar vagareio que fala sem reteio. Olhar inocente que desperta mente de gente menino; Olhar que controla pescoço sem mola e sem mimo; Controle remoto que leva para onde se quer; Enciclopédia da alma que encanta com calma corpos pequeninos. Olhar de menina-mulher que faz o que quer. Ao ser penetrados correm o risco de se ser acorrentados e presos a ela. Olhar sem vela que faz muito mais que se espera; Fala com calma e dialoga com a alma de quem espera. Olhar de menina está sempre por cima do clima; Clima que se deseja à luz de inseja sendo e querendo.