Eu estou sempre aqui, zapeando entre uma cena e outra. Pulo em risos no humor. Mergulho de cabeça em aventuras. Alterno entre fatos e jornais, mas o que me prende mesmo é o abstrato permanente, solto e inacabado, o que não vejo e o que ainda há de vir. Sou o que sei, o que esqueci e o que ainda aprenderei. Gosto de contrariar. Uns até acreditam piamente que nasci para ensinar, mas, aqui para nós, amo mesmo é enfiar agulhas no conhecimento alheio já cristalizado. Gosto de bagunçar ideias, ajudar a deixar o Real um pouco de lado. Fechar a cortina e pensar como seria a vida sem palcos, sem aplausos, sem se importar para que o outro pensa e imagina sobre mim. Pensar não! Pensar envolve conhecer profundamente. Sou completamente apaixonado por vaguear pensamentos alheios, tentando entender a plateia. Acho que ainda existe algo a ser descoberto. Aliás, algo não. Muito a ser descoberto em mim, nos outros e nas coisas que me constituem. Há aqueles que tentam me convencer da existência do Amor E...