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Mostrando postagens de setembro, 2014

Quebra de Protocolo I

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Olhe, eu não vim aqui para bagunçar a sua vida e nem para ser pedra despida em seu caminho. Eu não vim aqui para fazer de doces lembranças e vivências flores murchas e cheias de espinhos. Não passei aqui para te pedir perdão, para me desculpar ou fazer disso um instrumento de santificação e redenção. Passei para tentar tirar através da arte de poetizar a dor que habita meu peito, pensamentos e leito, e dias, e noites. Sei que da mesma forma que começou, terminou. E que, por mais que pareça besteira, tentar segurar os ponteiros do tempo e fazê-los parar e se eternizar a não ter que tomar decisões tão árduas deveria ser possível ao visível e aos mortais como eu. Eu não vim aqui para te pedir um encontro, um selo ou acorrentar a tua alma. Só queria, com um pouco de calma, aliviar a minha alma que tanto por ti se encantou, se apaixonou e se amou. Já disse em outro poema que se o teu perdão tivesse preço, eu ficaria sem endereço, sem apreço, sem coração para tê-lo em minhas mãos. Não se sa...

Não Leve a vida tão a sério!

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A frase acima nos remete ao livro do autor Hung  Prather que trata do próprio assunto nela contido. Assim, tentando por em prática o lido, apreendido e recomendado, após uma situação um tanto quanto desgastante durante um dia ordinário de trabalho, alguém se estressa comigo e nos desgastamos diante dela igual a duas peças de carro não lubrificadas. Logo mais tarde, leio em seu perfil de uma página de rede social qualquer: “Não devemos permitir que alguém saia de nossa presença sem se sentir melhor e mais feliz”. Pensei no escrito em sua postagem e no quanto a mesma me remetia a nossas atitudes anteriores e delicadamente resolvi alfinetar a postagem dizendo: - Curti a frase do seu perfil. Ela: - você, não sei não, viu? Não sei o que faço com você. - Tenho uma sugestão Ela: - Tenho até medo de perguntar o que é. (risos) Eu sou um verso solto e louco de poesia. Leia-me e dê muita gargalhada. Ela: - Amei (risos) Moral da história: Além de não levar a vida tão a ...

Santo Graal

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Sinto-me livre para derramar o meu ódio pelo chão E fazer com que cada gota penetre grão a grão Sem fazer muito sentido ao adentrar o teu peito sem perdão Vai sendo purificado e transformado em uma parte do Santo Graal Cara de pau é quem embrulha sentimentos no coração adentro Petrifica a alma de tal forma que chega a crucificar o pensar Pensas que é gente? Só se me encarar de frente! Eu sou a vida latente e ardente. Assim sou gente crente. Até quando temer revidar ao mal recebido? Pensas ter me perseguido com teu ar de pensamento bandido? Ei! Deixe-me falar. Embrulhei todo teu dito e ri como em palco de circo Imprimi tudo em gargalhadas espantadas pela minha reação. Prefiro o vazio das palavras não proferidas a ações mal resolvidas. Ai que saudade daquele cálice Graal dos dias sem sal em que era inocente Que culpa tenho eu se pensamentos me vêm tão incandescentes? Sinto-me livre para derramar o meu ódio pelo chão!

Plantar no hoje é colher FRUturo

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Há quem não queira se revelar Há quem não queira sentir dor Há quem não queira ser nem contra nem a favor Mas não há quem não queira plantar ou colher Plantar e colher não estão em cardápio como opção Se a fala é uma semente, o discurso é uma contramão Quem defende uma causa há de ter brigas com o irmão Quem vê cara, não vê coração. Será? Há de se haver um longo caminho entre o plantar e o colher Às vezes, se revela pela cara muito mais do que pelo coração Tem coração com olhos e olhos bombeando oxigênios sem configuração Já que se pode estar em cima do muro, tome cuidado! O  plantar de hoje é colheita de  FRUturo.

Máquina do Tempo: Palavras

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Palavras são a fundação de todas as coisas. Mas assim como nem tudo é perfeito, elas também não o são. A palavra funciona até um determinado ponto, Ponto sem conto, conto sem direção. No começo, bastava dizer “que haja dia” e ele surgia. No começo, a palavra era palavra e só isso bastava. Pela palavra se encaminhava e por ela se sonhava e se realizava. Pela palavra se confiava, se negociava: comparava e se vendia. Por que o verbo se fez carne e habitou entre nós? Creio que só pelo poder da palavra já não se fazia muito Se o verbo é um fenômeno, um estado e uma ação, a carne tem dor, alma e coração. A palavra tem sentido. A carne tem função. Se todo segredo do mundo está guardado nas palavras e verbos, Por que, então, o homem não descobre o poder de ser eterno? Enquanto não se descobre, juntemos palavras e verbos, pontos e advérbios, Coloquemos tudo isso no centro e construamos a máquina do tempo.