Quebra de Protocolo I
Olhe, eu não vim aqui para bagunçar a sua vida e nem para ser pedra despida em seu caminho. Eu não vim aqui para fazer de doces lembranças e vivências flores murchas e cheias de espinhos. Não passei aqui para te pedir perdão, para me desculpar ou fazer disso um instrumento de santificação e redenção. Passei para tentar tirar através da arte de poetizar a dor que habita meu peito, pensamentos e leito, e dias, e noites. Sei que da mesma forma que começou, terminou. E que, por mais que pareça besteira, tentar segurar os ponteiros do tempo e fazê-los parar e se eternizar a não ter que tomar decisões tão árduas deveria ser possível ao visível e aos mortais como eu. Eu não vim aqui para te pedir um encontro, um selo ou acorrentar a tua alma. Só queria, com um pouco de calma, aliviar a minha alma que tanto por ti se encantou, se apaixonou e se amou. Já disse em outro poema que se o teu perdão tivesse preço, eu ficaria sem endereço, sem apreço, sem coração para tê-lo em minhas mãos. Não se sa...