Palco da vida

Sair de cena, sair do palco, fechar as cortinas, apagar as luzes!
Cavar a própria cova, fazer velórios para os mortos de espírito.
Apagar as luzes da alma. Acender os olhos para dentro de si.
Deixar o sol cessar a frieza da mente, do submundo vão e vagabundo.

Aplaudir a quem não merece. Estender tapete vermelho para a hipocrisia do mundo
Chamar amigos de parente! Declarar guerra à pureza primária.
Juntar toda boa intenção e joga-la embaixo do tapete da língua suja e cruel.
Cair de costas do lado de fora do mundo e ser sublimemente sábio.

Palco da vida é ter o nome lembrado por se ter a coragem de apagar as luzes e descer a escada, colher os aplausos e reciclar as críticas.


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