Só há um jeito de se conhecer alguém de verdade: olhar com profundidade nos olhos, a ponto de ver a sua alma em estado do que se é. Lá , nas profundezas do ser, ela não pode se disfarçar.
Quando as almas estão em profunda saudade, são capazes de migrar para outros corpos, e portos, a distâncias, só para sentirem, por um instante, a presença de quem se ama, no olhar de outro.
E o primeiro mandamento do homem para o homem é: Não tenha medo de si mesmo. Caso haja medo, não conhecerás a ti, o outro e as coisas. Jamais tornarás quem nasceu para ser.
Só há duas opções: libertar-se ou enlouquecer. Ao tentar a primeira pode-se acabar por aprisionar-se. Já a segunda, pode levar à primeira. Vai entender as contradições dos sentidos.
Penso que a batalha contra as drogas é perdida. Pois, em algum momento da vida se precisará fazer uso delas. Que seja um comprimido líquido ou dissolvida em paginas de um subterfúgio qualquer. Somos diluidamente fracos e precisos de complexidade de algo.
A vida sem ela é como filme sem novela. Novela sem fim, enredo que corre de mim por medo de não se conseguir ficar sem o carmesim do amor-amizade-de-sim.
A intimidade é a alma em profundo prazer. O prazer não é a ausência da dor. Não! O prazer é o equilíbrio da matéria que nos forma e nos transforma. Só se é feliz aquele que aprende a dosar a matéria e do imaterial.
Dizem que se realmente queremos saber quem são as pessoas à nossa volta, devemos dar poder. Como poeta e sentindor do meu tempo, penso, também, que devemos dar-lhes liberdade. Não há poder maior que este. Quer saber quem é alguém? Dê Liberdade!
Sinto falta dela. Ela era engraçada. Fazia me sentir homem de verdade. A diferença de idade se perdia. ela mulher; eu menino. Ela era engraçada, perdido em seus bracos no colo à escada. Escada danada banhada de pegacao e risada sol de luar que ficou a esperar um adeus se aproximar na distância da noite se apagar.
Bem, já que não posso matar quem quero e quem desejo; mato-me a mim mesmo, todos os dias; todas as horas; nos tragos de um cigarro e goles secos de um whisky barato como a pluma das nuvens de um santo qualquer.
Infelizmente, vivo num país e numa cidade que não são meus. Devo andar melancólico: ou estou além do meu tempo ou sou mesquinho demais. Quê a eternidade se apresse a mim.
E no final, tudo que se esperava era uma carta, um email, uma mensagem; uma resposta. Os amores não precisam ser labirintos cercados de dores e desabores.