Na verdade, eu tenho uma dúvida. Não sei ao certo, se quando você partiu, quando você foi embora para terras estranhas, fui até ao terminal rodoviário me despedir de você. Dar-te um oi, um abraço. Desejar-te boa sorte. Um beijo de despedida. Essa dúvida apenas você poderia me ajudar a tirar. Fico preso ao duelo: eu realmente fiz isso, de fato, ou em pensamentos? Amo-te tanto ao ponto de misturar imaginação e realidade. Não sei, ao certo, se sou pós-moderno ou esquizofrênico. A única coisa certa de verdade foi a mensagem que me mandou: "estou indo para a Bahia amanhã a tal hora. Apareça lá para me ver". Lembro que estava com um par de melissas clássicas, uma bermuda jeans claro, uma blusa de manga de botões. Segurava uma almofada como se estivesse abraçando alguém. Levava uma mochila nas costas, além de malas no bagageiro do ônibus. Suas mãos estavam trêmulas e frias. Estava um pouco pálida. Seus familiares e ...