O que eu quero não tem nome
O que quero não tem nome,
idade ou definição
Não está em livros,
dicionários e nem vem da imaginação
O corpo é livre e a alma cheia paginação
A voz é alta e bela.
Diz o que se quer... quadrados ou esferas
O que eu quero é ser meu, seu, do outro e daquilo
Pode ser homem, mulher
ou ser malino
O que eu quero não
tem rima, não é uma reta ou uma canção-menino
Pode até ter corpo
aberto e concreto ou alma cativa à ilusão
A dor maior é saber
que o que quero não é o que eu espero
O que quero não é a certeza
de não viver para sempre
Como dar nome ao que
nós faz ficar de pé?
Viu como o que se
quer não é ser, apenas, homem ou mulher?
O que se quer, na
verdade, é a chance de se ser sem identidade
É muita crueldade ter
que viver em cidades de pensamentos de pedras
Ideologias são apenas
verdades em que se apega
Cheias de verdades,
mentiras e possibilidades cegas.

O que queremos se as vezes nem mesmos nós sabemos?
ResponderExcluirMe identifiquei com os questionamentos constantes do poema que reflete as questões subjetivas do nosso interior.