Estação 347

Toda viagem tem uma partida, uma chegada, uma despedida. Em cada estação, uma espera, uma dúvida, um desapegar de emoção. Em frente à Estação 347 houve desespero e sonho. Sonho com coisas estranhas que chegam a roubar o sono que tornam o "meu" digitar quase que impossível ao véu. Tudo por causa de brigas e desentendimentos. O desespero, o medo e a incerteza são pratos cheios à mesa da dor. Embora nossos amigos não concordem com tudo que tem acontecido, sabemos que, lá no fundo, eles querem é que sejamos felizes, ainda que todos saibam que o tempo é curto e que merecemos ser felizes. Durante a espera, um gole d'água, um breve olhar para o lado. O nervosismo se materializa no bater do pé no chão acompanhado pelo tremer da perna. A dor faz com que se roa as unhas. A mão esquerda conserta a mecha de cabelo do rosto que foi retirada do lugar pelo ousado vento. Alguns trens chegam trazendo esperança e cor. Outros saem levando dúvidas e dor. Mas o que se gostava mesmo era quando aquele Trem ficava ali parado por alguns instantes. Ele sempre chegava vazio e cheio de músicas. Era guiado por um poeta de versos bobos e cheios de amor. Amor. Por falar desse sentimento profundo e verdadeiro, lembram-se, que ao som de letras de canções brasileiras e forasteiras, se conheciam, se amavam, se penetravam, trocavam juras de amor eterno. Cada vagão era preenchido de paixão ardente e cenas de amor e desejo. O beijo era só o começo de mordidas fortes no queixo, nos lábios ... O primeiro desejo realizado começou com um pedido: "Olhe para  mim! Independentemente do que eu fizer, não se mexa!" Ela com olhos claros e brilhantes apoiados por um sorriso curto e duvidoso, prontamente obedeceu. Corpo de mulher e alma de Anna Steele, Logo cerrou os olhos, passando a línguas nos lábios finos e sedentos. A mão dele deslisa de seu rosto, ombros, cintura e passa por  seu ponto-menina, enlouquecendo-a. Pasma, tímida e satisfeita por tamanha loucura e ousadia daquele homem destemido e cheio de vontade dela. O vestido era vermelho e preto xadrez. A hora já se fazia madrugada e ela tinha que deixar a Estação 347 e partir para a ilha de origem, a sua terra natal. Seu espaço de refúgio e descanso de beleza. Dez dias distante de seu homem, de seu mais novo caso de amor e ousadia. "Por onde andei enquanto você me procurava?" Estação 347.   



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