Noite roubada
Uma noite roubada... Seriam apenas um abraço e um beijo de boa noite como combinado, entretanto, da mesma forma que a preparação encontra a oportunidade, assim se fez e o sucesso se materializou em um momento único, insano de prazer e paixão. Inicialmente, deveria ser uma noite especial como se havia pensado, planejado. Mas as impossibilidades apresentadas por ela não deixaram que fosse, porém teria, realmente, que ser de forma como o cosmos havia planejado.
- Puts.......ai que raiva! Esperei tanto por esse momento e agora ela diz que não vai dar!
Tudo bem. Havia para mim naquela noite ainda três eventos para ir. Um churrasco e dois nivers...... tudo bem que em um desses lugares as possibilidades de ser de todos e de todos serem meus seriam concretas; caso eu quisesse ou desejasse. Mas, a ideia de não poder tê-la em mim e de ela me ter naquela noite como nós havíamos imaginado tragava minha alegria e liberava uma sensação de impotência frente às circunstâncias pela vida a mim apresentadas. Sair para um recanto de amor e prazer, se amar e ficar mais próximos de forma que só os corpos sabem como fazer, ir a um bar-restaurante para degustar algo mais concreto além de sua companhia, jantar. Dar risadas, fazer resenhas, jogar conversas fora, além mar. Arriscar e serem arriscados. É viver a frase: “acordar arrependido, mas não dormir na vontade”. Um “boom” de sensações lutava dentro de minha cabeça infernizando meus neurônios e sinapses, tirando-me da zone de conforto. Ora estava no Olimpo EU com os deuses em profundo diálogo como no Banquete, livro de Platão, onde o Amor era discutido por todos. Ali me sentia, eu, saindo do meu corpo. Feliz por ter estado com a filha dos deuses que se materializou em carne e espírito e fez um mortal ser teletransportado pelos céus, de um lado a outro, beber do prazer, na fonte.
Ao chegar a casa já voltando de uma noite, frustrado não por não ter tido alegria na noite, mas por não ter tido a Alegria Suprema. Puts... entre tantos erros e acertos, entre tantos encontros e desencontros. Após uma noite à procura de palavras soltas, largadas e abandonadas para eu fazer poemas e poesias; o celular acende e uma mensagem me faz ser ousado e despertar a ousadia nela escondida, adormecida. Leio: “pensei que você passaria aqui na volta”. Respondo: “Se você quiser e puder, passo ai agora” Ela: “Certo, vem” Eu: “To indo” (...) (...) (...) Ela: “Mas só pra te dar um abraço forte” Resposta: “Tá. Indo”
Após uma distância de seis quilômetros, entre a minha casa e a dela, cinco minutos foi o bastante para chegar à casa da deusa, filha de Afrodite; à minha espera nua com uma camisola preta, sem nada por baixo, além da coragem nata, insana, ajuizada, mas louca e depravada. A cidade jazia em sono profundo e belo. A tranquilidade no transito era como o silenciar de um cemitério abandonado. Do meu lado, no banco do carona, a ansiedade e a felicidade me faziam companhia. Riam e dialogavam comigo com parceiras e irmãs. A voz Dela me guiava como o som de um GPS, como a minha banda preferida. Entre uma esquina e outra, sentia o seu cheiro penetrar em meus poros como a chuva fina em busca de um aparo para cair e virar gota escorrida, lambida. Os batimentos do coração aceleravam na mesma proporção de que o meu pé pisava no acelerador do carro para dar força e força na tração e fazer ir cada vez mais rápido. Claro que EU queria saber o se passava pela cabeça misteriosa e intrigante Dela. (PAUSA) Mas até aquele momento isso era pouco provável, era escuro e fosco como a minha visão através dos vidros escuros e sombrios do veículo solto e desesperado entre ruas e casas, incertezas de portões fechados, lacrados; camas vazias de presença, apenas de presença de corpo e de sono! Quanto tempo nossos corpos passariam juntos e penetrados? Certamente os números que marcavam as casas dariam uma ideia. Ordem crescente. Isso era um bom meio de tranquilizar e ser tranquilizado.
- “Moro após a igreja”
- “Tá. Estou virando agora... Estou no cruzamento em frente a uma casa de dois andares. Uma casa grande e tal”.
- “Pera já tou saindo. Aqui!”. Ela acenou.
Quantos segredos traz o coração de uma mulher? Perguntas não me mostrariam. Mas se eu levasse em consideração o convite dela me levando, convidando-me para o recanto de sua família, para a fortaleza de Atlântica, para a cidade perdida, que só entram aqueles que tem a autorização dada pelo mor-chefe(pai), pela rainha maior (mãe) e consentimento do irmão-príncipe já teria uma ideia do que seus pensamentos seriam. Também estava a fim. A sua coragem era pequena como um átomo e grande como uma galáxia. Uma antítese. Uma met áfora disfarçada em forma de menina-mulher. Claro que ela também me queria ali. Ela queria testar a minha coragem insana. A porta do carro se abre e a sua deusa interior se encontra com o meu lado MICHÊ, com o lado MELHOR. Entre beijos e abraços, a carícia se fez, apresenta-se como coadjuvante a nossos corpos e presença.
-“Me leva para o seu quarto” ELE
- “Não me peça isso, por favor” Entre risos e vontade – ELA.
- “Vai, vamos! Aposto que você tá louquinha para isso” ELE.
Após SINS e NÃOS Ela...
- “Tá bom” (...)
Puts! Que casa linda! Não, minto. Casa não.... paraíso. Lugar de aconchego e tranquilidade. Fonte e centro de energia celestial. Nascente de todos os lares. “Seja bem-vindo a mim” a sua casa me convidava com harmonia e interesse. Aquele lar me amou c omo se fosse uma mulher a procura de uma cara metade. Adentrei fechando o portal. Cruzei um longo corredor de piso antiderrapante e de cores fortes. Corredor não! Passarela de um palco de moda da Fashion Week. À esquerda uma porta que dava acesso a uma pequena cozinha, à sala e ao quarto Dela.
-“Vem logo, vem”. ELA
Ao entrar naquele quarto, quarto não, céu! Sim. Céu.....Tudo chamava a minha atenção. A TV ligada em um dos canais da SKY na sala servia para disfarçar pequenos barulhos. As cores lilás e branca, o ar-condicionado, o grande guarda-roupa, o espelho, uma pequena escrivaninha de estudos até um cabide para colocar roupas e toalhas preso atrás da porta, uma cama Box de casal, um cobertor, um travesseiro, um par de sandálias Havaianas ao chão; uma pequena luz lilás para dar ao quarto um ar de como é a iluminação do cosmo celeste. Porta trancada. Beijos longos e profundos. Entre o meu medo, a fragilidade de seu corpo ainda quase virgem e a vontade presa de chagar ao clímax do desejo, preferi que tudo fosse apenas uma grande brincadeira de exploração. Como se tratar uma deusa eu não aprendi na escola da vida humana. Seu gosto era tão bom, suave e requintado que minha boca não quis deixar uma só parte passar sem ser beijada, tocada, chupada! Minha língua se perdia no corpo dela que se oferecia a mim como um pequeno barco a vela que se perde em um mar bravio e insolente. Short jeans no chão, blusa vermelha pro ar, calcinha branca entre meus dentes saindo..... seu sexo era pequeno e lindo. Inexplorado. A sensibilidade minha diante de uma posição incomoda não permitia que eu fodesse forte sem gozar dentro dela. Minha curiosidade sobre a boca dela era grande. Pedi para que ela me explorasse, que me chupasse. Sua boca então me toca com sabedoria e destreza. Era tão excitante vê-la colocando tudo naquela boca pequena e sedenta que quase gozava loucamente. Sedenta e obediente seu nome deveria ser Ana Steele. (alusão ao Livro Cinquenta Tons de Cinza) A noite não apenas sexo ou fodas fortes, mas também de cumplicidade e ternura. Corpos cansados sediam lugar a um carinho, a um aconchego. Corpos entrelaçados, deitados entre o frescor do ar-condicionado e o suor dos corpos vadios tendo com plano de fundo manchas de amor, da dor daquele corpo de deusa. As manhas eram a prova de que no fundo.... lá no fundo do corpo dela também havia uma parte HUMANA. Em uma escala de loucuras, esta teve nota 2. Confesso que essa loucura não saiu da minha mente, assim como a loucura nota 1, a do encontro marcado. Nunca adentrei tão profundo assim em uma louca fantasia. QUERO CONHECER SUA DEUSA INTERIOR. Na volta pra casa, o carro me dirigia. TOU LOUCO PARA SABER QUAL, ONDE, QUANDO E COMO SERÁ O PRÓXIMA LOUCURA. LOUCURAS DE AMOR!
Breve relato.
Noite roubada!
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