Encontro Marcado

“Entre o sim e o não de uma mulher, eu não me atreveria a espetar um alfinete.”


Putz... lá estávamos: eu e possibilidade escondidos na noite, disfarçados de preto e branco. Diante de tantas tentativas de sairmos, fiquei o dia todo apreensivo por causa do que ela prometera. SIM! Ela prometeu que nos encontraríamos antes dela, partir, viajar. Tentando apertar a agenda de encontros juninos, de passar ali ou acolá, decidi que ELA seria o melhor da noite, do São João. ENCONTRO MARCADO. Tê-la em mim. Não sabia o que mais me excitava: Se o seu beijo, se o seu corpo, se o seu sorriso, se a sua beleza materializada ou se a sua PUREZA! Acredito que a soma de tudo isso e mais um pouco ME TIRAVAM DA NORMALIDADE E ME FAZIAM IR ATÉ À INSANIDADE.. De um bairro para o outro, de “ois e até-logos”, o momento se aproximava. Entre a atenção no trânsito, no carro que estava à minha frente e a troca de mensagens por celular confirmando o ponto de partida para um lugar que só os nossos pensamentos ousaram chegar.... SIM! Era o lugar perfeito, onde um simples mortal se encontraria com a filha de Afrodite; a deusa do amor, da paixão. No caminho,  uma conversa sobre coisas fugazes e uma rápida análise, eu sabia que por trás daquelas calças jeans, por debaixo daquelas blusas pretas, por dentro daquelas botas, por detrás daquele batom, havia uma sede de amar e ser amada, tocar e ser tocada, DE SER DESENHADA COM UMA LÍNGUA. Diante da demora da abertura da porta do recinto e a efetivação do ato de amar, os nossos corpos se chamavam e se pediam como o aprender a voar de uma águia frente a sua liberdade de rasgar os céus e ser livre, de adentrar outros mundos. Uma pergunta alfinetava a minha cabeça e curiosidade: por que eu? Por que eu escolhido para lhe dar a mão até o mundo dos “vivo e fortes de alma”? Mas como as mulheres existem para que as amemos, e não para que as compreendamos, deixei rolar. Rolaram não apenas as horas e minutos, mas nossos corpos sedentos um no outro. Como no livro Cinquenta tons de Cinza, lá estava eu beijando-a e retirando cada peça de roupa do seu corpo com toda delicadeza e amor que uma deusa merece. Tudo me chamava atenção no corpo dela, mas uma em especial; o cheiro do seu corpo. A sua calcinha era azul. Linda. Assediava a minha mente fértil........... Seus seios eram como dois filhotes de corça, gêmeos de uma gazela. Neles minha língua se perdia e se deliciava com seus braços me apertando, sem falar nos gemidos baixos e cálidos que atordoavam meus ouvidos. Como eram lindos os seus pés descalços, ó filha do príncipe! As curvas das suas coxas eram  como joias, obra das mãos de um artífice. Ela estava sedenta, querendo que entrasse logo nela, mas como ser “mais velho” tem as suas vantagens, assim o momento pedia por calma e paciência. Afinal, momentos impares são únicos. A minha língua explorava o seu SEXO de forma lenta e sedenta para dar prazer. Ela se contorcia e gemia baixinho. Contorcia-se de prazer. Nossos corpos não mais aguentando de prazer e fogo, lá estávamos nós, tentando se fazer uma só carne. Tentando fazer uma conexão entre mundos tão distintos e ao mesmo tempo tão parecidos. Uma conexão Avatar. Ela tentava entrar em mim de qualquer forma, mas aprendi que não se adentra nem por força nem por violência, mas com jeito, amor e carinho. Então, olhei para ela e disse: “me beija. Me beija forte” Senti que milímetro a milímetro íamos ficando mias próximos um do outro. Então, mais uma vez eu disse: “estou todo dentro de você”. A dor naquele instante se confundia com prazer. Encima de mim, agora, ela sobia e descia, num ritmo alucinante e belo.... como se cavalgasse no mais belo animal do campo.  O incômodo causado pela dor e pela falta de tempo fez com que parássemos. Mas estava feito. Consumado. “SEJA BEM-VINDA À VIDA, AMOR MEU!”

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