Quebra de Protocolo IX - Risos, Gemidos, Prazer e a Dor de uma despedida não realizada.
Após um longo período de frustração e muitas interrogações sobre o porquê ele não podia ter um simples e desejado reencontro com o seu amor, mesmo que fosse apenas para dizer um simples "oi" amigável, curto e breve, ela realmente resolve quebra não apenas o silêncio de longos anos, mas também o protocolo, uma vez que eles pareciam estar brigados e, mais, pareciam ter transformado toda uma vida de amor e sentimentos em uma caixa preta perdida e arremessada no fundo de um dos sete mares. Ela resolveu dar sinal de vida, pois se sentia, de alguma forma, ligada a ele. No fundo, ela sabia que mesmo tendo outros amantes e desventuras na paixão era ele quem realmente fazia parte de seu mundo do amor. Sim! ele era personagem principal que mexia com seus pensamentos. Era ele quem dava-lhe a certeza de que um grande amor nunca morre mesmo em face dos maiores desencantos e prantos e dores. O encontro não seria nem em sua cidade nem na cidade dele. Ela aproveitara a oportunidade de ir a São Paulo para resolver alguns problemas de ordem pessoal e , corajosa e arriscadamente, lançou-lhe o convite para se reencontrarem, pois lá estariam totalmente livres para matar a saudade e, quem sabe, reascender a chama de uma louca paixão que havia estado adormecida há muito. Ela o convidara via Email. Depois de alguns dias, ele finalmente responde dizendo: "Ainda que me faltam palavras para compor a ordem de uma sentença que seja satisfatória a teu pedido, venho por meio deste te dizer que nunca houve prazer maior que preenchesse o meu SIM do que ter que ir ao teu encontro. Estarei lá no local e horário combinados britanicamente". O dia era 31 de dezembro de 2019. Às 22 horas em um grande hotel no centro da cidade de São Paulo. A noite estava bastante agitada e cheia de luzes e decoração, pois era véspera de ano novo. A data foi marcada por ela de propósito. Da janela de seu quarto, ela vê um carro preto estacionar do outro lado da avenida em frente ao hotel. Sim, era ele ou era muito parecido. Seu coração bate mais rápido e ela sente o sangue preencher cada partícula de seu ser se agitar e se alegrar como uma criança a brincar. Bem no fundo desta alma-menina e animada ela tinha certeza de que era o amado de sua história. Ele estava no bar do hotel em um canto escuro e à mesa que comportava apenas duas pessoas. Ela estava tomando uma bebida com gelo de cor marrom. de cabeça baixa, ele observava o horário em seu relógio. Ao levantar a cabeça, ele a vê vindo em sua direção. Linda e bela. O mundo parece parar para ambos. Ela vestia um vestido preto de alças finas e tecido leve, à altura dos joelhos, justo ao seu corpo magro e bem conservado por atividades físicas e uma boa alimentação. Andava como se pisasse em uma passarela. Pisava firme e forte. O tempo para. Os corpos se equilibram como ampulhetas do tempo. Ele se levanta e vai ao encontro dela. Estende a mão, sorri para ela e a cumprimenta com dois beijos curtos no rosto rosado e alegre com uma rosa. Segue um abraço forte e longo. De volta à mesa, eles conversam sobre tudo. Falam principalmente dos aspectos físicos de ambos. Ela não deixou de notar alguns muitos fios brancos que denotam que já havia se passado bastante tempo que não se viam e que o tempo o deixara lindo e charmoso. Dão belas e longas risadas. Bebem um pouco e entre risos, passos de dança e a empolgação do momento, ela o convida para irem a outro lugar ou, talvez, subir ao seu quarto. [ ...] O caminho entre o primeiro andar e o décimo segundo foi o mais breve possível porque ela passa a língua entre os lábios e se perde em um longo e saboroso beijo que ela rouba dele. Ela parecia estar perdida em um deserto há muito sem água e sem mantimento. Os dois se beijavam loucamente que nem se deram conta de quando o elevador havia parado. Eles saem em direção ao quarto dela por um corredor comprido e vazio. A noite estava linda. Ninguém aquela altura ligaria para um casal em meio a tantas comemorações antes do início de um novo ano. Ela com as mãos trêmulas tentando por a chave na fechadura, abre-a e os dois entram naquele quarto como se tivessem entrando no paraíso. Ela um pouco fora de si não se sabia se pelos drinks ou pelas substâncias químicas da paixão de seu corpo. Ele se senta em um sofá que havia num canto do quarto próximo à janela. O quarto era iluminado ora pela luz de um pequeno abaju ora pela claridade que entrava pelo balançar das cortinas. Ela deixa as chaves do apartamento sobre um aparador que ficava perto do pequeno corredor que dava acesso à cozinha. Ele folga um pouco a gravata de cor vinho e se acomoda confortavelmente ali enquanto ela vem em sua direção com as mãos na cintura desfilando para ele dando uma risada que era ao mesmo tempo doce e recatada assim como, também, envolvente e provocante. Ela se inclina para pondo o rosto bem próximo ao dele enquanto tira a sua gravata e a coloca em volta de seu pescoço, beijando-os e invadindo a boca dele com a língua quente, enlouquecendo-o e arrancando suspiros e gemidos já conhecidos e ouvidos por ela, pelas tardes proibidas e pelo silêncio de quartos de motel quando se amavam arriscadamente no início da vida adulta. Ele a puxa para cima dele de modo que ela fica sentada em seu colo. De olhos fechados e bocas ligadas por um beijo enlouquecedor e longo, ele começa a abrir a parte da frente do vestido dela um botão de cada vez. Como uma harpa seu corpo vai estremecendo mais e mais enquanto sua roupa ele vai tirando delicadamente e loucamente ao mesmo tempo. Ele a coloca de costas sobre aquele sofá. Põe seus cabelos longos, negros e caracolados de um dos lados do pescoço e começa a beijar-lhe lentamente, alternando com chupadas em seu ouvido. Abre o sutiã com boca e dentes enquanto ela implora para ele entrar de vez nela acabando com aquele martírio, mas para ambos aquele deveria ser um ritual sacro, completo e perfeito. Explorando cada parte daquele corpo aveludado e carente, ele brinca com a sua escrava, fazendo-a atingir o seu primeiro ápice de prazer. Ela retribui cada beijo, cada passar de língua, acrescentando o arranhar de unhas nas costas dele alternando com forte e deliciosas mordidas em seu peito másculo e viril. Sentados, eles chegam a mais um orgasmo juntos, ao mesmo tempo em perfeita sintonia como em uma orquestra regida pelo prazer maior de amar. Suados e abraçados, ela o pega pela mão e o leva até um quarto com uma grande cama macia. Ela, completamente nua, fica de joelhos e ele por trás a abraça. Neste instante os dois são agraciados pelos estouros e clarões dos fogos de artifício. Era ano novo. Ela se deita ainda d costas. Ele se dirige a um pequeno frigobar, apanha uma cerveja bem gelada. Abre, toma um gole longo e suave. Dirige-se até a sua amada e começa a beijá-la pelo pescoço. Ela, sem esperar, sente em seu pescoço e dorso grandes goles daquela cerveja. Ele delicadamente lambe e chupa cada gota daquele líquido, fazendo do corpo dela um cálice. Ela atinge o prazer maior mais uma vez. Eles se entrelaçam e se amam até às quatro da manhã quando são tomados por um cansaço forte e são arrebatados por um profundo sono. Ao Acordar no dia seguinte por volta das dez da manhã, ele se dá conta de que estava sozinho naquele quarto grande e belo. Apanha um roupão que estava aos pés da cama e começa a procurá-la. Quarto, sala, banheiro, sacada. Cozinha! Ah, pensou ele: "ela só pode estar na cozinha, preparando, quem sabe, um delicioso café da manhã". Mas para a sua surpresa, tudo que ele encontra é uma mesa milimetricamente arrumada, mas vazia de alimentos ou algo do tipo. À cabeceira daquela mesa estava uma tigela dentro de outro prato com talheres à sua volta, assim como, uma taça à esquerda, uma xícara à direita e um copo à frente formando um triangulo, mas o que logo capturou a sua atenção foi um pequeno papel dentro da tigela. Ao pegá-lo ele lê: "Querido, perdoe-me! Tive que sair às presas. Está tudo pago. Não se preocupe. Um dia explico tudo." e uma pequena frase que dizia: "Os homens são dos planetas, mas as mulheres são das estrelas". Logo ele amassa aquele bilhete e o atira em um cesto de lixo próximo à pia. Apoia-se no balcão ao lado da mesa passando a mão em sua barba rala, imaginando o que poderia ter acontecido a ela, mas aquilo era apenas abstrações e devaneio. Volta à sala, apanha a sua roupa, vai ao banheiro tomar um bom banho, arruma-se a sai em direção a o aeroporto que ficava a uns quarenta minutos do hotel. Enquanto volta para a sua cidade, Jequié, interior da Bahia, ele jura que nunca mais a procuraria nem por telefone, nem por redes sociais ou qualquer forma de pensamento. "Aquele seria um golpe em sua alma. Brincar com os sentimentos de outra pessoa", pensava ele.
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