Jorge: Aquele que trabalhou a terra e cultivou nossos corações.

Do grego Geórgios, que vem da palavra georgós, formada através da união dos termos ge, que significa "terra" e érghon, que quer dizer "trabalho" e significa “aquele que trabalha na terra", "agricultor”. Jorge em inglês se lê e se escreve “George” surgidos entre os séculos XIII e XVI. Era um nome próprio-comum até que alguém o transformou em um nome próprio-próprio, eternizando-o em reinado. Como nome de um Santo pouco se sabe sobre quem o utilizou, mas se sabe que ele foi um guerreiro, lutador e, muito provavelmente, alguém que cuidou da obra de Deus e seu reino, ajudou pessoas lutando a favor de suas causas, alimentou e zelou pelos mais necessitados. Conhecido pela sua resistência e capacidade de sofrimento. Foi preso, torturado e decapitado por ter confrontado o imperador Diocleciano no século III ao ter sido ordenado a perseguir os cristãos.
Aquele que trabalha a terra é o agricultor. Ser agricultor é praticar a agricultura, a pecuária ou ambas. É ser aquele que desbrava a terra brava e com golpes massageantes vai abrindo-a para que  receba sementes, adubos e cuidados. É o que cuida de muitos plantando e colhendo sem nem mesmo  ter a ciência real da importâcia de sua dedicação ao fruto de suas colheitas.
Quando falamos de plantar e de colher quase não nos damos conta de que tudo na vida não passa de ciclos, de etapas, de fases. O que viria primeiro: os frutos ou as sementes? Em uma visão bíblica, os frutos, pois tudo Deus criou. Para a ciência as sementes, pois tudo que existe deve vir de algo, de outra coisa, de uma metamorfose, da evolução. Vida e morte se confundem aqui, uma vez que um depende da outra para existir ou deixar de ser. Mas gostaria de direcionar o foco para o processo entre ser semente e ser fruto. Pensamos em cada coisa que nós precisamos para viver. Pensemos em cada substância de que nosso corpo necessita para se manter vivos. Para isso precisamos de algumas semente e frutos. Assim elas se doam a nós para nós.
Jorge: o agricultor que virou semente e deixou seus frutos
Em algum ponto do século XX em algum lugar das terras da Bahia nasce um Jorge, aliás o Jorge. Resultado do encontro de gametas de um casal perdidamente apaixonado e cheio de desejos de dá forma a uma família linda e bela. Jorge nasceu para ser a parte que uniria tal família. Ele surgiu para unir laços de sangue de um homem e de uma mulher. O ser mais novo. O centro das atenções de todos pois era o ser mais frágil, o menor, às vezes, o mais teimoso. Nasceu para termos a certeza de que Deus ainda não se esqueceu da humanidade. Dedicado aos estudos, sempre dormia cedo para acordar cedo e logo ir ao colegial. Apenas fugia a essa regra quando seu time jogava à noite ou ele queria espairecer um pouco com jogos do PLAYSTATION ou do XBOX. Como um bom fruto que fora sempre dava um jeito de pensar em alguém, um amor, uma aventura ou uma paixão à sua altura para que pudesse materializar pensamentos e sentimentos. Claro que muitos destes ele ficou só pra si. Cheio de amor com seus irmãos e irmã. Sempre cativo às regras familiares inclusive quando jogava com pai e irmãos seu tão querido jogo de xadrez. Possuía uma alma pura sem maldades. Jorge foi o agricultor que cuidou de todos sem que ele ou os outros mesmos soubessem. Ele uniu terras dantes divididas por arames farpados e terras sem arados. Abriu e preparou caminhos tirando espinhos, galhos e atalhos. Mostrou que devemos por em prática o que Shakespeare nos ensinou: “um dia aprendemos que as pessoas com quem  mais nos importamos na vida são tomadas de nós muito cedo, ou muito depressa. Por isso, sempre devemos deixar as pessoas que verdadeiramente amamos com palavras brandas, amorosas, pois cada instante que passa carrega a possibilidade de ser a última vez que as veremos”. E assim foi ele tirado da terra, deixando suas sementes e frutos nos pensamentos de cada parente de sangue ou de alma. Cumpriu a sua função na terra. Mesmo com tantas interrogações e porquês devemos ficar com as lembranças mais belas e serenas, pois a nós foi dada a oportunidade de amar, de saber o que é o amor fraterno e eterno. Devemos ficar com a certeza de que um dia nos encontraremos com ele novamente como semente, como fruto ou como imaginação. A lembrança que levo dele são duas. A primeira aconteceu quando em um simples olhar por uma janela pude dar um oi, um olá. A segunda aconteceu quando além de um simples cumprimento pude ler suas entrelinhas a doçura de uma alma evoluída, cálida e satisfeita. Também pude dar o adeus mais breve e rápido que já pude dar a alguém. Até resenha de um chapéu me lembrou que o nosso estilo pode ser percebido até mesmo pelos anjos que habitam entre nós na terra. “Jorge, entender a morte do seu corpo material é um grande mistério para mim como ser humano, mas entender que você apenas passou de um estado para outro é uma grande satisfação, pois tenho a certeza de que já nos encontramos e de que nos encontraremos novamente em algum ponto dos mistérios da alma.” Como um anjo você apareceu em nossas vidas para iluminar a certeza de que somos apenas uma passagem na terra dos mortais. Sei que você é uma flor no Jardim de Deus e seu perfume se perpetua em nós através das doces e eternas lembranças que temos de ti. 
















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