Sou fragmentos de tempo


Nada quero afirmar ou  nada quero negar
Para mim só o que importa é o aqui e o agora.
Não quero partir das partes nem do todo para entender o que sou
Do que adianta compreender se muito pouco posso fazer para mudar?

Enquanto sou vida, sou dia, sou novas formas de me perceber
Onde escondi o mapa sobre mim mesmo que me ensina a ser?
Enquanto instinto sou comandos operantes e errantes
Quando consciência, deixo de ser indivíduo para ser potência sem igual

Posso até ser o resumo do conflito humano nunha caixinha embrulhada com um pano
Disfarçada em formas de prazer distribuídas e entregues pelo Correio ao que creio
Numa tentativa frenética da vida para tentar fazer da perpetuação um ser profano
Profano ao tirar o branco pano e ver que fazer sem limites é penas um engano

Buscar a perfeição deixando legado feito apenas com a mão é o prieiro passo à perdição e ao esquecimeto
O bom é se perpetuar tocando o corpo, a alma e o coração de seres tão desconhecidamente conhecidos
Redescobrir e redecobrir-se  renova e sacia o olhar sobre mim e sobre o outro sem se ser imposto
Não quero me prender em negar ou afirmar, em dizer sim ou não. Quero apenas ser  eu ao aposto.





Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Ver para crer

Livro Quebra de Protocolo

O que Daniel Alves e Gisele Bündchen têm em comum? Bananas e Saltos!