Phílippos


Da mais alta rebeldia, nasce o que se denomina dia
Já foi noites, escuros, prisões, alma vadia e fria
Já brincou de ser parede, escada e correntes vazias
Brincou de ser dominado, mas só de um lado

O lado rebelado deixou guardado no coração bobo e esquadrinhado
Pensou em ser métrica, mas acabou virando verso e palavra incerta
Viver um sonho sem reticências é pouco demais para uma alma impressa
Não é obra de um erro, pois já esteve preso em tantos espelhos

A culpa não é de quem lhe concebeu ou lhe trouxe à vida
Tem um coração grande crente e ateu
Uma vontade palestina e uma razão de judeu
Impulsos e visões de ancestrais e pais e sinais ainda a ser criados

Tão dono de si mesmo, mas tão cativo a impulsos e a desejos
Tão detalhista, tão feroz e pacifista que encanta a quem tem vista
Marcado por manchas e listras se esconde e se camufla por ser mista
Pai de Alexandre o grande e nome de tantos reis bélicos 

Fruto de uma Nova Esperança sem medo de ser criança ou algo parecido. 
De pisar em palcos e dançar sem pés ou saltos definidos
Pode ser amante de guerras e terras por amigos 
De menino vadio a gigante por excelência com alma de deus sem crença 

Criado e interpretado à luz de cada contexto incesto
Vive uma página de cada vez como se fosse a única de um freguês 
 Quer ser compreendido e comprado como ciência
Mas por excelência brinca com paciência no grande palco da vida. 





  





Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Ver para crer

Livro Quebra de Protocolo

O que Daniel Alves e Gisele Bündchen têm em comum? Bananas e Saltos!