Um Pouco de Tudo

Um pouco de tudo... de mundo

Do que adianta me escrever canções de amor?
Ou lembrar de mim em uma cena de casal de praça?
Do que adianta pegar carona em desejo de estrela cadente?
Para quê? Se, no fundo, o amor é como pétala de paixão murcha no chão?

Do que adianta citar meu nome em rodas de amigo se não to aí contigo?
Do que adianta a fugacidade das pétalas se elas já se fazem sem abrigo?
Se temos a espenaça na religiosidade após a vida, na vida temos o amor senhor
Não precisar vir aqui só pra me ver..... ver é muito pouco para mim que sou barroco

Pouco de ti na gota de chuva que já se fez enxurrada imunda de paixão
Queria degustar um pedaço de teu coração carnal para saber se é igual a ti
Ou para saber onde jaz o teu sentimento mortal
Não adianta meter tudo numa caixa preta porque tudo ficará ao mais puro relento do tempo

Então, pare de brincar de deusa
Seja quem tu és... seja um pouco de tudo
Seja um pouco de ti mesma, um pouco do outro, de Deus e um pouco de diado

Embrulhe o que não presta e joga no cesto do perdão

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