Helena

E todo homem tem um Amor Helena. Não a de Tróia,  mas a da alma-apaixonada, de alma  rosada a se encantar.
Uma Helena exilada.
Uma Helena gelada que se aquece e se esquece nos mares da Bahia.
Nos braços do sol, nos risos doces dos dias-alegria.
A Helena do Manoel Carlos, a minha, a tua.
Nua e crua são as Helenas das ruas que tanto se aventuram e se perdem nas amarguras de um amor-só-sozinho.
A minha Helena não tem ninho, nem paixão que se disfarço sozinho.
Penso que faltam Helenas nas mais altas-autas cenas do ousar.
Pensar Helenas sem cenas é atuar sem se imaginar no mais tênue fio aproveitar os mais de dez mil personagens que tranco nos meus mais belos romances a devanear.
Tive tantas helenas e ainda me faltam cenas para Helena interpretar.
De lá ou de cá,  tento aproveitar o que cada helena me dá.
A Helena do mar conquistou as terras do amar.
Azar tem quem nunca aprendeu a uma Helena amar.
Mar ou terra, seja a fera que se deixa por Helena caçar.
Ser devorado por Helena é a ela se juntar, se perpetuar no mais belo ato de amar.

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