Juras de um amor

Juro que não queria meus textos falando mais de ti.
Queria falar de outrem.  Amar outrem. Ser outrem.
Ouvir velhas canções e dar novos sentidos e sentimentos.
Juro que não queria mais sentir a tua energia espalhada em minha cidade noite e dia.
Não queria ter que mudar o caminho para não mais me machucar em teus espinhos.
Queria ser como você:  Me desprender,  me ARQUITETAR em outros corpos e portos.
Queria ter a coragem de te bloquear,  de te odiar,  de te desprezar.
Não ouvir mais MPB ou George Michael.
Não usar mais Quazar.
Queria mesmo era ser dono do tempo malandro e menino: bagunçar os ponteiros e me pendurar nos sinos.
Queria a minha camisa de volta, minhas juras de amor e as noites à tua porta.
Queria todas as minhas mensagens de bom-dia.
Queria ver a tua cara pálida e corpo magro frente ao estrago que fizera aqui nessa terra de tão sensível coração.
Queria que o teu NÃO sem coração ouvisse os sussurros teus guardados em noites em que teu corpo se fundia ao meu.
Queria que soubesse que as lágrimas por ti derramadas foram como espadas em peito meu e que regaram ainda mais o amor, a saudade,  a dor desse Romeu.
Eu juro que queria.  Só queria.
Não sei se sou forte ou fraco demais. Acho que sou uma antítese deixada para trás no chão do NÃO.
Que amor sem coração!
Teus emails são tão cheios de emoção.
Queria que pensasse em mim.... que falasse de mim.
Queria que ninguém me falasse mais de você.
Queria que Anna Steele não me fosse tão submissa

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