Desafio de ser feliz

O dia foi quinze de novembro, que além de comemorar a proclamação da república, que instaurou a forma republicana federativa presidencialista do governo no Brasil, derrubando a monarquia constitucional parlamentarista do Império do Brasil e, por conseguinte, pondo fim à soberania do imperador D. Pedro II, também se celebrou a minha linda e querida cidade, Jequié, Bahia, recebendo os shows dos três melhores cantores do "sertanejo baiano" ou arrocha, estilo musical originado da fusão de outros ritmos de músicas brasileiras como sertanejas, serestas, forró, axé. Tudo embalado ao toque do amor romântico e, mais precisamente, as dores das paixões não vividas, das paixões proibidas ou impossíveis. Pois, sendo dessa forma, para alguns seria uma loucura participar de tal evento, uma vez que no dia seguinte, muitos teriam que praticar atividades laborais. Para mim e para outrem, loucura seria não participar dele. A noite teria início ainda no meio da tarde. Alguns poucos e fieis amigos logo chegam regando a tarde com whisky, vodka, muita cerveja, aperitivos e, claro, muita alegria e músicas dos representantes principais da noite. Graças a Deus que esta data além de trazer uma nova era para meu país, também nos deu a possibilidade de tentar ser livre e expressar-se como pensa ou se deseja. Durante os shows se dançou muito, cantaram todas as músicas. Claro se errava aqui ou ali em uma, palavra, nota ou passe de dança. Também, aquele momento, para três amigos e companheiros de uma vida, era para isso mesmo. Era para se errar. Não no sentido de ir de encontro às leis da Nova República, não! Era de ir deixando as energias negativas saírem pelos poros entupidos pelas coisas ruins que o convívio em sociedade nos impõe. A noite já não era mais uma criança. Não! A noite era um palco aberto àqueles que se aproveitavam de toda sorte de subterfúgios e escapismos para serem felizes. Daí, fico encurralado pelos meus pensamentos a dentro: Quem se é mais feliz? Quero acreditar que são os que se aproximam da felicidade e vive seus momentos. Até aqueles que mal fazem apenas a si mesmos como "tomar uma", fumar um cigarro, agarrar-se em uma religião fanaticamente, dedicar-se a um relacionamento como se este fosse apenas o qual se tem a oportunidade de ter na vida. São felizes aqueles que encontram formas de felicidade em algo ou alguém. Repito: formas que não trazem danos a outrem. Fomos felizes. Se bebeu, se fumou, se cantou, se riu. A noite foi curta, mas muito prazerosa e marcante para três simples homens que cultivam uma boa amizade mesmo em um mundo marcado por tantas classes, métricas, divisões e classificações. A moral é que o importante é viver de verdade, mesmo que não se tenha tudo que se deseja. Mesmo que te julguem, te apontem. Creio piamente que meu tempo será marcado pela quebra de paradigmas de toda e qualquer sorte. O tempo de deixar de ser modelo acabou! Estejamos atentos ao som da felicidade a nossa porta! Já que somos eternamente presos às leis, sejamos nós mesmos, dentro dos limites do mundo. Não sejamos imundos de pensamentos pequenos e destrutivos sobre algo ou alguém. Não dê o que se tem! Não! O que tenho pode não caber no outro, além de nunca se saber se querem receber o que estamos dispostos a dar. O mais interessante do que misturar gêneros textuais desiguais neste pequeno relato de tempo-momento, é provocar a mente de quem tem a oportunidade de ser provocado por tão poucas palavras e ideias de um simples poeta da Bahia. Lembremos sempre: tudo nasce de uma provocação! Deixemo-nos ser provocados!  Hemos de provocar.... mas só por coisas, pessoas e, acima de tudo, atitudes que nos levem à aproximação da possibilidade de se ser feliz! 





  











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