Aconteceu comigo. Quê ladrão sem inteligência!

É, roubaram mesmo! A velha história de que "ah, isso nunca vai acontecer comigo!". Pois, pior é que aconteceu comigo. Roubaram o poeta. Como creio que os problemas do mundo sempre foram os mesmos desde que ele existe, só tenho duas opções: ficar retado, chateado e deprimido ou pegar tudo isso aí, que fiquei também, e poetizar. Fazer desse fato um remédio para a minha alma e outras mundo e épocas afora.  O momento foi a madrugada do dia vinte e três de maio do ano de dois mil e dezesseis, por volta das cinco e trinta da manhã. O ladrão, tudo indica que, veio pulando de quintal em quintal até chegar ao meu. Estourou o cadeado da grade de proteção dos fundos, arrombou a fechadura da janela de vidro, desmontando toda a estrutura  da referida janela e entrou para dentro da casa. Acredito que ele tenha ficado apenas na parte de baixo da mesma. Área de serviço, cozinha, sala de jantar, sala de estar e garagem. Após revirar tudo, inclusive o meu carro, o danado saiu levando um notebook, um tablet e um relógio de ouro. Partiu logo após ter deixado escutar um barulho feito pelo mesmo. Foi perseguido. Deu a sorte de evadir sem ser visto. Mas é nesse ponto que torno poético tal acontecimento: quê ladrão sem inteligência! Não sabia ele que o maior tesouro material que havia na casa eram meus livros. Ficaram todos nas estantes e cantos. Intocados. Posso dizer que nada foi roubado. O preço das coisas e pessoas está na escala de valores que cada um cria. Essa é a moral da história. Vivam os livros e ladões que nem sabem o que  roubam.  INTELIGENTE MESMO ERA A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS!  

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