Quando a luz se apaga ...

Fim de show, apresentação encerrada! Aplausos recolhidos. Satisfação traduzida em forma de sorrisos e de “até mais”. Quando as cortinas se fecham, normalmente tudo se finda. Porém com ela, tudo foi ao contrário. O espetáculo estava para começar. Quando se deseja, tudo passa a ser possível. É a lei da atração. Tudo planejado, improvisadamente. A única certeza que tínhamos era de que queríamos ter mais uma loucura materializada. (risos) eu não sabia o que mais pulsava dentro dela. Se a sua deusa interior ou se “a sua dama de vermelho” (mais risos). O seu jeito de menina ora se confundia com um jeito de mulher, ora, com a vontade louca de me beijar na boca e me fazer feliz. Sim! Beijar na boca para mim e para ela seria uma forma de estar mais próximos um do outro porque quando nos beijamos, nós “improvisamos mundos molhados e gametas guardados”. NÃO! Ali naquele palco, por detrás das cortinas, abraçados pelos bastidores ocultos, só poderíamos beijar na boca mesmo. (altas risadas). Achava eu que seria apenas um “selinho”, mas a sua boca invadiu a minha de tal forma que até confundi a química nossa com magnetismo da física. As nossas línguas se cruzavam e se cumprimentavam feito amantes que há muito não se viam. Senti o sabor de sua boca misturado ao gosto do seu cheiro suave e doce. E fomos nos achando em meio aquele beijo. As nossas bocas estão aprendendo o caminho da outra. Quando uma vira para a direita, a outra vira pra esquerda perfeitamente se roçando e se acariciando. E como crianças que se divertem, o tempo pra nós ali foi antitético: tão curto e tão longo ao mesmo tempo! Como adolescentes rebeldes, quebramos  a lei do medo e escrevemos mais um capítulo de um romance chamado de “quando a luz se apaga”. Agora, depois de dois dias do acontecido, crescidos e adultos, damos boas gargalhadas durante um momento ou durante uma reuniãozinha entre familiares à mesa da cozinha; sem que ninguém saiba do que estamos rindo! (risos altos e felizes). Também se soubessem, isso não seria uma DESCRIÇÃO, seria uma tragédia grega! Que os deuses do Olímpio nos protejam!    




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