Jequié: a Saudade e a Cidade

Toda vez que passa por esta cidade você traz consigo a eterna saudade de um bem-querer.
A certeza de que um dia você foi atriz principal nos palcos da paixão e loucuras vividas.
A dor de um um ciclo não fechado pode ter te custado um alto preço de um querer travesso.
Oh, tempos descompassados que deixaram meus amores aqui de lado para ir para terras sem enredos

Toda vez que passa por aquele caminho, lembra-te das alegrias  e lágrias-espinho  cheias de medo
Fazer o que se tanto te amo?  Eu te deixo ficar mais uma vez aqui por alguns poucos e efêmeros dias
Os céus e ares meus são mais claros e puros nesta tão pequena e arteira cidade vazia
Noites e dias que contemplaram a minha alma vadia e corpo sedento agora chora por dentro

E sem que ninguém saiba ou desconfie, quero amenizar esse abandono me entregando para meu dono
Ao ouvir sobre ele, fingo que pouco me importo ou destilo minhas palavras com dolo e pesar
Mas dentro de mim uma voz grita querendo vê-lo para com um beijo a sua boca selar.
Matar a saudade de sua voz e seu cheiro Quasar!

Ao ouvir o telefone tocar, fingo ser outro alguém para a minha deusa interior não se assanhar
Venha me ver! Venha pegar de uma vez por todas essa saudade que tanto me invade e me consome.
Sem medo ou sem nome quero que saibas que sempre será o meu amor-homem-menino do avesso.
Toda vez que passo por esta cidade, trago comigo a eterna saudade de um bem-querer.


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