Santo Graal

Sinto-me livre para derramar o meu ódio pelo chão
E fazer com que cada gota penetre grão a grão
Sem fazer muito sentido ao adentrar o teu peito sem perdão
Vai sendo purificado e transformado em uma parte do Santo Graal

Cara de pau é quem embrulha sentimentos no coração adentro
Petrifica a alma de tal forma que chega a crucificar o pensar
Pensas que é gente? Só se me encarar de frente!
Eu sou a vida latente e ardente. Assim sou gente crente.

Até quando temer revidar ao mal recebido?
Pensas ter me perseguido com teu ar de pensamento bandido?
Ei! Deixe-me falar. Embrulhei todo teu dito e ri como em palco de circo
Imprimi tudo em gargalhadas espantadas pela minha reação.

Prefiro o vazio das palavras não proferidas a ações mal resolvidas.
Ai que saudade daquele cálice Graal dos dias sem sal em que era inocente
Que culpa tenho eu se pensamentos me vêm tão incandescentes?

Sinto-me livre para derramar o meu ódio pelo chão!


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