Espadas e Agulhas

Vá embora da minha frente
Não quero mais você, aqui, perturbando a minha mente
Já não basta o dia inteiro para me torturar?
Cravar em mim espadas com agulhas e dentes de serpente?

Tenha piedade de mim e de ti, oh noite sem pulha e sem trovão
Agulhas e afarpas são melhores do que tapas de algodão
Não precisa vir aqui me ver largado, ensanguentado, jogado nesse chão
Sem perdão, sem coração, sem um sim, mas com um não sem visão

Quanto custa o teu perdão?
Se, por acaso, dinheiro puder comprar, me tire desse chão sem noção
Chão que atormenta a alma que clama por imposição de mão
Apenas um gesto simples e forte como a morte aliviaria essa mente sem direção

Linda como sempre e dura como uma serpente
Deixa cair a tua semente para que em mim possa nascer o que se sente
De repente, talvez, sentiremos  brotar um quebrar de correntes

Vá embora da minha mente, somente, se me deres o perdão verdadeiro que deveras sente!

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