Ana Steele Sem Hífen e Sem Interrogação
Acalme-se. Eu não tenho culpa de você está aqui novamente, desse jeito, sem avisar. Chegou assim tão de repente. Como passou pela minha segurança? Você vai me
perdoar por um pequeno detalhe. Não diga nada. Apenas coloque suas mão para
trás em sinal de submissão e espere por mim. Sim! Aproximo-me de você mais uma vez. Sinto o
teu cheiro e o cheiro de tua escrava a quem te guia e te domina. Selo-te
primeiro com um beijo na testa. Ordeno para
que feche os olhos e controle toda sorte de emoção. Ainda com as mãos para trás
e com a sensação de que elas estão amarradas, selo a tua boca com um pequeno e
rápido beijo, porém suave e relaxador. Mesmo em posse da informação de que já és comprometida, beijo-te
o pescoço e sinto tua carne tremer de emoção, sinto suas pernas bambearem, mas você se mantém firme ou quase isso. Abra os olhos! Quero que me
abrace bem forte por longos segundos e
me der aquele velho sorriso novo que tanto brilhou quando eu te dominava sem te
dominar. Sem cordas estavas presa a mim. Gostava da minha generosidade e amava tomar-me a convites de saídas pelas noites. Entrava em mim ora pela boca ora pela fumaça do cigarro que queimava vagarosamente entre meus dedos e me consumia de prazer, não só o proporcionado pela nicotina e seus alcaloides, mas também, o de ver você brincando de ser ninfa e deslizar em minhas vontades e me tratar de senhor Grey. Claro, eu sei que ainda lembra de nossas loucuras e aventuras. Só não gostava muito do fato de ter você me dando ordens ou conselho sobre o que eu deveria fazer sobre coisas e pessoas minhas. O que eu amava mesmo era a liberdade que você me entregava para poder te tratar como uma puta e realizar toda sorte de experimento sentimental e corporal. Amava poder te tratar como rainha te levando do ceu ao inferno em loucuras de prazer. Como quadro, não me incomodava nenhum pouco em ser observado por ti. Você tentava entender meus vários personagens e eu, como mágico, deixa apenas algumas poucas pistas para que você achasse, apenas achasse, que poderia ter a mínima chance de me decifrar. No fundo eu sabia que gostava de ficar presa aos meus encantamentos. Eu sabia. Sabia também que eu era o tipo de homem errado para você, que como muitas, jugam-se mulheres certas, ideias para relacionamentos. Acredito que era isso que mais te fazia ficar presa a mim. Ficar confusa em pensamento e travar lutas internas e profundas, duelando ora entre sentimentos e razão ora entre a vontade profunda de se entregar a todo tipo de sorte de vontades da carde e da alma que apenas eu, isso mesmo, apenas eu poderia te proporcionar. Você gostava como eu te tratava te expondo ao mundo. Te levava a mundos sagrados e profundos. Te levava a prazeres sacros e imundos que te fazia tremer de alto a baixo. A certeza de saber tudo isso de você me permitia te levar cada vez mais longe. Você se achava forte, mas você era traída constantemente pela morte. A morte da razão. Eu te fazia esquecer do SIM e do NÃO aprendidos pelo teu coração e tomava para mim o controle total da tua escrava. Era bom. Eu e você brincávamos como gato e rato. Você me decifrando e eu te traduzindo e te perseguindo em sonhos e em pensamentos a dentro. Você sabe que eu sou um ponto no mapa. Um ponto pequeno e quase esquecido que muitas vezes se camufla e passa despercebido. Caso queira voltar aqui outras vezes, basta seguir a minha rota, deixar uma mensagem ou simplesmente bater à minha porta. Prometo me abrir todinho para você, novamente me abrir. Pronto! Agora vá, Anastácia! Relembrar isso não tem graça, ou teria?
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