Páginas Rabiscadas
Eu
não quero ler as tuas páginas rabiscadas
Nem
percorrer tuas linhas marcadas e sujas de sangue
Quero
mesmo é ler tuas páginas em branco como um santo
Páginas
de pecados deixo jogadas ao vento à sorte do tempo
Tuas
memórias são como pedaços de glórias
Entre
linhas de tropeço e sons do avesso
Musicas
que juntam pensamentos rasgados
Entre
uma página e outra sons de histórias loucas
Quero
tua história livre e solta
Páginas
amarrotadas e marcadas pela borracha sem graça
Deixe
todas ao chão para serem devoradas por traças
O
que for à caneta não passa, a lápis só se disfarça
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