Julho para se pensar!

Diante da grandeza de tudo;
Ir em frente será sempre uma grande virtude;
Até que a sorte ou o acaso entrelacem as mãos;
Ter a coragem para olhar o que ainda não se vê;
Recuar, às vezes, é demonstração de sabedoria;
Esquecer e lembrar não são antíteses. São dependências;
Zangar-se não ajuda em nada além de reforçar, sonhar.
Envelhecer a alma é pregar o corpo em cruz de dor;
Diante do que foi e do que será, fiquemos sempre com o que se amou.
Esmagar pensamentos em linhas tortuosas só trará mais de si mesmo;
Juntar os cacos do prazer e da dor e colocar dentro de uma redoma ajuda a esquadrinhar
Um caminho tão certo de que haverá uma chegada e um ponto para lugar algum.
Logo ali, hemos  de sentar. Olhando um para o outro e dar muita risada das dores, prazeres e atores.
Horrível seria se não tivéssemos a chance de ter vivido entre tantos pontos em tanto cantos...
Oh, céus descompassados! Tu és testemunha viva de que só se vai até onde se pode.
Garantir que tudo seja apenas matéria do que se deseja é brincar de ser deus.
Assim que eu passar a ser um pouco de espírito, juro que perturbarei teus instintos tintos, 
Bom seria se assim o fosse. Eternidade não tem piedade nem de si.... imagine de ti e de mim!
Enquanto isto não se consuma ou não se acostuma, vai-se brincando em teias de pensamentos fingidos 
Um toque imaginário alegra um coração refratário cheio de lembranças aquário
Terapia com correria entre sinapses elétricas
Errante e humilhante é te ter de longe como Conde sem título vagueado por melodias descompassadas
Amor eterno em esquinas paradas e deflagradas pelo medo. Medo. Cedo. Enredo sem autoria.
Mundo de efêmeros risos e prazeres desconsertados sempre à espera do acaso caso.
Orgulho se há de ter, sim! Não de dores ou de corredores sem fim, mas da esperança!












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