POR QUE A EDUCAÇÃO ESTÁ EM CRISE?
São várias as
respostas a tal questão. Não existe uma QUE SEJA simples ou solução QUE SE FAÇA
imediata. Mas, analisemos algumas proposições. Percebe-se que a educação está em
crise porque a família está em crise. Logo, a
sociedade como um todo está crise. Há de se dizer que já houve muitos avanços
como construções de escolas, transporte escolar, piso salarial nacional entre
outros, porém interesses pessoais falam mais alto. Não só os de governos OU
PARTIDOS, MAS como também os de profissionais envolvidos.
Luta-se
cada vez mais por salários melhores, mas não por questões tão pequenas e quase
invisíveis que estão presentes no dia-a-dia das ambiências educacionais como a
impotência de se resolver tantos casos de agressões físicas e verbais entre
alunos, e em alguns casos, até mesmo entre alunos e professores, a falta de
preparo de profissionais em educação de lidar com soluções eficazes para a
questão de falta de interesse dos educandos em aprender, em lidar com a
violência e o uso de drogas, a evasão escolar, a não-presença da família na
escola, falta a humildade da escola em chamar a responsabilidade que lhe
compete para, de fato, cumpra, não apenas o ensinar conteúdos científicos, mas
também a sua função social. Hoje, por está em crise, a escola nem ensina e nem
cumpre seu papel social. Ela deveria ser quem acolhe e transforma, mas é a
instituição que mais exclui deixando, assim, que o tráfico de drogas, a
criminalidade, a violência e os presídios
de braços aberto para “amparar” seres humanos que entram em processo de
regressão e acabam se afastando do processo de humanização e que acabam virando
armas e monstros para a própria sociedade que os excluíram.
É impossível se ter uma sociedade em
equilíbrio sem se ter um sistema educacional preparado, capacitado e que leve a
sério seu papel e suas responsabilidades. Ainda sonho morrer vendo aumento de
salário de profissionais da educação relacionados ou vinculados ao aumento do
IDEB de cada escola, escola pública sendo vista com uma visão mais
mercadológica e empresarial, gostaria de ver todos que estudaram e portam
títulos de educadores fazendo valer a real aprendizagem para que seus educandos
ganhassem conhecimentos não importando seus meios e que a nota de suas
escolas em exames externos acrescentassem ou não porcentagens a seus
vencimentos. Salários altos não é garantia de uma educação de transformadora e
emancipadora, pois sempre se estará insatisfeito com o material. Acredito que
deviríamos partir de fazer pedagógico eficaz e ter todas as vantagens acrescentadas por mérito e qualidade e não,
apenas, por planos de carreias, leis e decretos.
Falta
de informação e analfabetismo não se pegam, muito menos são contagiosos, mas os
efeitos colaterais atingem a todos e se espalham como praga quase que
incurável. Não precisamos apenas punir, mas acolher a todos os indivíduos e situações envolvidos no processo
pelo qual se adquirem instrumentos de inserção e adaptação sociais e fazer
valer nossos conhecimentos aprendidos e adquiridos para ensinar. Não nos
esquecemos de que a escola é a única instituição formal responsável pela
aprendizagem e habilitação para o mercado de trabalho e se ela não cumpre tal
papel ela é falha e desnecessária, e mais, não deleguemos a tarefa da escola a
nenhum outro, muito menos a políticos e leis que mais dificultam do que fazem
se sair deste estado atual de ineficiência educacional.

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