Psicorretrato da Alma calma

Creio piamente que a minha alma seja feita de carnes e ossos
E que meu corpo seja constituído de essência de um pouco de cada coisa imaterial.
Eles até que podem concordar em algum ponto, mas sempre divergirão em outros!
São como retas paralelas que, talvez, se encontrem no infinito.

O sangue que me corre nas veias é turvo e negro como as dúvidas trazidas pela evolução.
Cada órgão meu não tem uma função definida por comandos, mas sim por sintagmas de vontade!
Cada um me meteu uma palavra desde quando nasci. O que posso fazer eu se sou vozes andantes e pertubantes dentro de mim e de ti?

Assim como a minha alma cresce e evolui, meu corpo repousa em outros portos.
Portos sem porta. Porta que suporta a inquietude de se manter uma alma e um corpo sobre
Orientação de algo que se acha criador, mas que, na verdade, não passa de um ser.
Pode, porventura, uma criatura mandar em outra? Não! Nem o criador o faz!

Enquanto essa alma guerreia, esse pouco de corpo insiste em ser barroco. Louco.
Carnes e ossos imateriais, essenciais para duelar com outros corpos concretos e abertos.
De longe ou de perto, o que se quer de verdade é só um pouco de tranqüilidade para ser.
Se não conseguirem, equilíbrio de tudo isso ai, psicografe uma alma calma.












Comentários

  1. Amei o poema meu querido, vc é uma pessoa única que sabe verdadeiramente dissecar uma alma.
    Sucesso!!!!

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